Pedro Dominguinhos assume segundo mandato à frente dos politécnicos: “Prometo dar tudo de mim”

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Fotografia Alex Gaspar

Responsável disse que vai “colocar tudo em cada actividade”. Ministro Manuel Heitor referiu que “confia” nos politécnicos

 

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Pedro Dominguinhos, presidente do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), tomou ontem posse para um segundo mandato à frente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).

O responsável avança para os próximos dois anos de mandato com uma lista de quatro grandes prioridades e eixos estratégicos, entre os quais a aposta na formação ao longo da vida, a alteração do estatuto dos politécnicos, de institutos a universidades, e a internacionalização destes estabelecimentos de ensino.

“Prometo dar tudo de mim em cada actividade”, começou por dizer Pedro Dominguinhos após a tomada de posse, num discurso em que discorreu sobre as referidas quatro prioridades.

Como primeiro objectivo, o presidente do CCISP falou sobre o “contributo decisivo para o esforço da qualificação das portuguesas e dos portugueses”. “É bem sabida a necessidade de reforço da qualificação da população portuguesa, quer na formação inicial, mas sobretudo ao longo da vida”, referiu. Sobre o assunto, falou na “importância dos institutos politécnicos” e na rede que existe em todo o país.

“Os números são claros. Nos últimos quatro anos o crescimento do número de estudantes no ensino politécnico foi de cerca de 14%, ultrapassando neste momento os 118 mil”, reforçou sobre a relevância da rede que continua a presidir.

O segundo grande eixo referido por Pedro Dominguinhos “assenta no reforço da investigação” nos institutos politécnicos e a terceira prioridade passa por uma alteração da designação para “universidades politécnicas”, para uma maior “internacionalização” das instituições politécnicas de ensino, de modo a “atrair estudantes estrangeiros”.

A quarta prioridade “assenta no reforço do contributo para o desenvolvimento regional, coesão territorial e inclusão social das diferentes populações das regiões do país”. Neste tema, o presidente do IPS realçou a importância das relações com o “tecido empresarial”, mas não só, destacando o relevo dos “vários actores locais”.

Antes da tomada de posse, Pedro Dominguinhos disse à agência Lusa, sobre a actual situação da pandemia Covid-19, que definiu como “período conturbado”, que obrigou a transformações no modelo de ensino, depois dos encerramentos em Março.

“O que este tempo demonstrou é que há vantagens claras. Não vamos ter um ensino totalmente à distância, não faz parte da matriz dos politécnicos, mas há aprendizagens que este tempo está a permitir que são fundamentais”, referiu.

“É ao politécnico que se deve o crescimento da base social do Ensino Superior”

Presente na tomada de posse esteve Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que na sua intervenção começou por afirmar que a “cultura dos politécnicos é importante de relembrar”.

Até porque, realçou Manuel Heitor, “é ao ensino politécnico que se deve o crescimento da base social do Ensino Superior”.

Referiu ainda que o ensino politécnico tem o “potencial de chamar adultos que não foram para o Ensino Superior”, reforçando ainda a fé no modelo de ensino, porque o país se “habitou a confiar nos politécnicos”.

Porém, relembrou que “o desafio do próximo ano vai ser muito grande”.

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