Exposição de 24 artistas sobre violência doméstica apresentada em Sines

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O Centro de Artes de Sines (CAS) recebe, a partir de segunda-feira, uma exposição sobre violência doméstica com obras de 24 artistas portugueses, como Fernanda Fragateiro, Joana Vasconcelos e Eduardo Souto de Moura.

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Intitulada “Público/Privado – Doce Calma ou Violência Doméstica?”, a exposição, organizada pela Câmara Municipal de Sines e com curadoria de Miguel Sousa Ribeiro, abre ao público na segunda-feira e pode ser visitada até outubro deste ano.

A “dicotómica obra” da artista plástica Fernanda Fragateiro “Público/Privado, Doce Calma ou Violência Doméstica” serviu de mote para o título da exposição, que reúne obras de 24 artistas nacionais que remetem o visitante para as questões dos maus tratos e da violência doméstica.

“Esta obra serviu de mote para o título da exposição, a que foi acrescentado um ponto de interrogação, pois num conjunto de obras tão alargado, mais do que afirmar queremos questionar e possibilitar a subjetividade individual de respostas”, explicou o curador da exposição, citado num comunicado da câmara.

Além de Fernanda Fragateiro, a mostra conta com obras de Ângela Ferreira, Brígida Mendes, Carlos Bunga, Catarina Botelho, Cecília Costa, Eduardo Souto de Moura, Igor Jesus, Inês d’Orey, Joana Vasconcelos, João Galrão, João Leonardo, João Paulo Serafim, Jorge Molder, José Bechara, José Pedro Cortes, José Pedro Croft, Luísa Cunha, Miguel Ângelo Rocha, Noé Sendas, Nuno Cera, Pedro Barateiro, Rodrigo Oliveira e Teresa Braula Reis.

A exposição “estrutura-se numa sequência de subnúcleos expositivos que visam explorar as articulações entre um conjunto de obras e as circunstâncias arquitetónicas do Centro de Artes de Sines, nomeadamente, a sua abertura e amplitude, que potenciam o diálogo”.

A mostra reúne um conjunto de obras em torno da escultura, desenho, fotografia, instalação, objeto, som e da imagem em movimento (vídeo), permitindo “diferentes possibilidades interpretativas ou de leituras possíveis em relação aos assuntos que quisemos realçar”, acrescentou Miguel Sousa Ribeiro.

“Quando falamos na distinção entre o espaço público e privado, um dos aspetos de investigação do pensamento ocidental, fazemos referência a um debate que ajudou a fundar a Modernidade”, assinalou o curador.

Com entrada livre, a exposição pode ser visitada, de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 18:00, e ao sábado, das 11:00 às 17:00.

Inaugurado em 2005, o CAS, projeto dos arquitetos Francisco e Manuel Mateus, tem valências de centro de exposições, auditório e biblioteca e arquivo municipal.

Lusa

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