“Queremos que todos os animais sejam tratados de igual forma e com dignidade”

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Com quase 130 animais, Graça e Marina dedicam-se há cerca de um ano “de corpo e alma ao novo projecto”

 

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Os dias arrancam cedo no Santuário Animais Sem Fronteiras, em Alcochete, com Graça Almeida, uma das responsáveis pelo espaço, a soltar “mais de 80 cães, divididos por grupos, por volta das 05h30 ou 06h00”. É esta a sua rotina diária há cerca de um ano, momento em que, em conjunto com Marina de Praetere, presidente da direcção, decidiu “pedir exoneração da função pública, onde trabalhava há quase 30 anos, para se dedicarem de corpo e alma ao novo projecto”.

Em conjunto com “mais dois colaboradores”, tratam actualmente, para além dos cães, de “53 ovinos e caprinos, 3 éguas, 1 potro e 2 porcos, sem distinções” porque, para as proprietárias, “todas as vidas importam pois são todas iguais”. Para a gestão do espaço, que conta com mais de 15 hectares, contam, ainda, com a ajuda de dezenas de voluntários, “que despendem do seu tempo para ajudar a associação”.

Criado em 2019, o projecto surge da “vontade de ajudar seres debilitados”. “Cheguei a ter 10 cães, enquanto a Graça tinha 25. Cruzámo-nos ao acaso e um dia em conversa confessei que o meu sonho era ajudar ainda mais. Juntando isto ao facto da Graça se sentir apertada em casa, nasceu esta associação”, conta Marina de Praetere, revelando que “as coisas começaram a crescer por si próprias, apesar de no início ter sido duro”. Actualmente, para viverem “em equilíbrio com a natureza”, utilizam “água retirada de um poço e luz proveniente de energia solar”.

De acordo com as proprietárias, “o Santuário Animais Sem Fronteiras é um espaço com condições para os animais serem felizes”, pois o principal objectivo é “que sejam tratados de igual forma e com dignidade”, apesar de quererem “arranjar famílias responsáveis para que estes se sintam realizados”. “Temos cuidado com as adopções que permitimos pois o nosso objectivo não é despachar cães, mas sim ter a certeza de que ficam bem entregues”, revela Marina de Praetere.

Com mais de 130 animais, “as despesas mensais são elevadas”. “Só em alimentação são gastos 4 mil euros por mês”. Para ajudar a colmatar estes valores, nasceu o Hotel Patudos Sortudos, espaço “onde os cães ficam quando os donos vão de férias”. Foi, ainda, criado “um serviço de apadrinhamentos e apoios e estão a ser estabelecidos acordos com parceiros”. Para além disto, contam, também, “com o projecto recreio canino, espaço onde os cães passam o dia, e com terapias assistidas para crianças com deficiências e para idosos”. Para o futuro, “o objectivo é tentar fazer com que o projecto se torne auto-sustentável”.

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