Companhia de Ópera de Setúbal estreia-se no palco e na rua com ambição de fazer história na cidade

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Foto de Sara Rodrigues

“Os Fantasmas de Luísa Todi”, apresentado no Fórum, foi primeiro espectáculo do grupo formado pelo Coro Setúbal Voz com o Atelier de Ópera de Setúbal

 

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O Fórum Municipal Luísa Todi foi palco, no sábado, do espectáculo de estreia da nova Companhia de Ópera de Setúbal, projecto promovido pela Associação Setúbal Voz, do Coro Setúbal Voz, em conjunto com o Atelier de Ópera de Setúbal. O fim-de-semana de apresentação da companhia continuou na rua, ontem, com um espectáculo ao ar-livre, inspirado na famosa ária “Nessun dorma”, de Giacomo Puccini, em que cada um dos 36 coralistas, acompanhados de outros tantos músicos, cantaram também outras árias de ópera.

A actuação dispersa por diversos locais, das Fontainhas até à Fonte Nova, passando pela Avenida Luísa Todi e pela Praça do Bocage, levou autenticamente a ópera à rua.

Segundo Manuela Palma Rodrigues, presidente da Associação Setúbal Voz, a estreia da nova companhia ficará na história.
“É um dia histórico para a Associação Setúbal Voz, para a cidade de Setúbal e para a música portuguesa. Nasce uma companhia de ópera na terra de Luísa Todi.”, afirma a responsável.

A associação assume publicamente o compromisso de desenvolver a ópera em Setúbal. “Significa que um grupo de pessoas se responsabiliza por realizar espectáculos de ópera com regularidade. Mas, no contexto desta companhia significa muito mais, significa que se pretende fazer um trabalho a partir das bases, a partir da formação de artistas e de públicos, criando conhecimento, cultura, prazer, ensinamentos técnicos, informação histórica sobre o canto lírico e o espectáculo de ópera.”, disse Manuela Palma Rodrigues. A presidente acrescenta que a associação prossegue o objectivo de construir a felicidade através de uma “sociedade mais livre, justa e fraterna”

O espectáculo fundador da Companhia de Ópera de Setúbal, intitulado “Os Fantasmas de Luísa Todi”, decorreu no Fórum Municipal Luísa Todi, com todos os cuidados inerentes ao Covid-19.

O maestro Jorge Salgueiro, que concebeu este projecto, explicou que se trata de “um espectáculo de ópera, livremente inspirado nos fantasmas que atormentaram Luísa Todi e que nos atormentam a todos”. Segundo o maestro, “os fantasmas nos atormentam além dos das loucuras patológicas” são “os da infância, os da Natureza, os do amor, os da segurança, os fantasmas da criação e da rejeição, os de confinamento e liberdade, os da guerra, os da perda, os da doença ou os da morte.”

A partir de uma produção da Associação Setúbal Voz, com concepção geral e direcção artística de Jorge Salgueiro; corporalidade e apoio na criação, Iolanda Rodrigues; participação via vídeo, Coro Setúbal Voz e com um elenco constituído por Carina Matias Ferreira, Célia Inês Nascimento, Iolanda Rodrigues, João Mendonza, Juliana Telmo, Miká Nunes e Néu Silva; projecto de iluminação: Tela Negra; cartaz e adereços: Maria Madalena; fotografia, Pedro Soares, numa parceria com a Câmara Municipal de Setúbal e com o apoio da Junta de Freguesia de São Sebastião, União das Freguesias de Setúbal, Secil e Setulgeste.

“Magnífico”, “arrebatador”, “emocionante”, foram algumas expressões ouvidas no final do espectáculo no Fórum Luísa Todi e transmitidas a O SETUBALENSE por quem assistiu.

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