Teatro O Bando retrata assunto das fronteiras e migrações em peça “Antes do Mar”

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Com texto de Hélia Correia e encenação de Miguel Jesus, espectáculo está em cena até dia 19 de Julho

 

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Inspirado nas palavras escritas por Hélia Correia no romance “Um Bailarino na Batalha”, obra que venceu “o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 2019”, o encenador Miguel Jesus, em conjunto com o Teatro O Bando, fez nascer a obra “Antes do Mar”. Em cena desde 25 de Junho em Vale dos Barris, em Palmela, até ao próximo dia 19 de Julho, a peça retracta questões como as migrações e as fronteiras pelos quais muitos cidadãos têm de passar, tratando-se de um espectáculo “belo, negro e fulgurante como uma grande flor luminosa dos pântanos, uma dança, uma demanda, que começa na luz do entardecer e vai pela escuridão da noite fora”, descreve a autora do texto, Hélia Correia.

A obra, apresentada ao ar livre de quinta a domingo, começa às 20h30 e “tem a duração de 100 minutos”, “num terreno próximo da Quinta do Bando”. “O preço do bilhete é escolhido pelo espectador, sendo o valor mínimo de 1 euro e o máximo de 100 euros. Esta prática tem uma maior abrangência de escolha, considerando o momento social e económico que vivemos, não tendo influência na escolha do lugar na plateia”, revela o grupo de teatro, acrescentando que o pagamento tem de ser feito por transferência bancária.

O texto de Hélia Correia, agora representado na obra “Antes do Mar”, descreve o percurso de “um grupo de gente que caminha”, que “atravessa o tudo e o nada” e que “espera chegar ao mar para o atravessar mas o que se vê ao longe são restos de tendas e remos”. “Imaginem que aquela gente, aquelas personagens, se aproximam e que ouvimos a palavra Europa. Que nos olham nos olhos. Será que, se aqueles pés derem mais um passo, entram dentro de nós?”, questiona o Teatro O Bando.

Os ensaios começaram “no primeiro dia de isolamento”, mas a pandemia não impediu que os actores continuassem a ensaiar, pelo que se foram reunindo virtualmente. No fim do espectáculo “é possível conversar com a equipa artística dentro do edifício do Teatro O Bando, conversa limitada a 15 espectadores”.

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