Sindicato alerta para risco de fecho à noite da Urgência de Obstetrícia do Garcia de Orta

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O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) manifestou hoje preocupação com a possibilidade de a Urgência de Obstetrícia do Hospital Garcia da Orta (HGO), em Almada, encerrar durante a noite, por falta de médicos, e pede que sejam tomadas medidas.

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Em comunicado, o SIM expressa “profunda preocupação” por a Maternidade do hospital “estar em contingência nas próximas semanas” e, “em alguns dos próximos dias”, correr “o sério risco de encerrar durante a noite”, por falta de médicos, numa altura em que outras maternidades de Lisboa e Vale do Tejo “estão nos seus limites”

O SIM acusa o conselho de administração do HGO de “inação” e de ter como “única preocupação” criar “dificuldades ao trabalho do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, muito desfalcado e pressionado pelas centenas de milhares de pessoas a que tem de responder”.

O sindicato dá como exemplo medidas tomadas após o estado de emergência, “sem o conhecimento ou a participação dos elementos do serviço, descredibilizando o seu papel”, e “pondo muitas vezes em causa a segurança dos profissionais e dos utentes”.

Segundo a estrutura sindical, “está instalada a instabilidade” na Maternidade do HGO, que “se encontra em contingência desde há alguns dias, correndo sérios riscos de fechar o atendimento ao exterior”.

“O SIM exige que se tomem medidas para evitar a destruição do serviço, tal como ocorreu com a pediatria, encerrada à noite, há um ano”, pede o sindicato.

Em 04 de junho, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul tinha acusado o conselho de administração do Hospital Garcia de Orta de gestão autocrática, na sequência da demissão do diretor de Ginecologia e Obstetrícia, “por delito de opinião”, e pediu a intervenção do Governo.

O SMZS afirmava que a política do conselho de administração “prejudica o funcionamento do hospital” e põe “em risco a qualidade da medicina praticada, o que impõe o seu imediato afastamento”.

Em comunicado emitido dias antes, o conselho de administração do hospital de Almada, no distrito de Setúbal, referia que “num ato de gestão interna, e na sequência de uma atuação institucionalmente incorreta da exclusiva iniciativa do diretor do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia para com o conselho de administração, que o próprio tornou pública, teve de agir em conformidade, decidindo a cessação da sua comissão de serviço”.

Também a Ordem dos Médicos manifestou na ocasião preocupação com a demissão do diretor de Ginecologia e Obstetrícia e pediu explicações à administração, sublinhando as dificuldades sentidas naquele serviço nos últimos anos.

Lusa

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