Politécnico de Setúbal com candidatura a Universidade Europeia aprovada

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Financiamento de cerca de cinco milhões de euros pode ser alavanca de inovação para regiões

 

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O projecto de constituição de uma Universidade Europeia, candidatado por um consórcio do qual faz parte o Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), acaba de ser aprovado pelo programa Erasmus+, da Comissão Europeia, e terá um financiamento de 5 milhões de euros a aplicar nos próximos três anos.

Para o presidente do IPS, Pedro Dominguinhos, esta aprovação é “o resultado da excelência do projecto apresentado, da aposta na internacionalização, na investigação, na inovação pedagógica e no relacionamento com a região”, considera o professor reconhecendo a relevância que o Engaged European Entrepreneurial University as Driver for European Smart and Sustainable Regions (identificado com a sigla E³UDRES²) assume na estratégia de fortalecimento da interculturalidade da instituição que dirige.
Além do IPS, o E³UDRES² integra mais cinco instituições de ensino superior (IES) da Áustria, Bélgica, Hungria, Letónia e Roménia.

É a partir deste consórcio que será projectado um grande “campus”, resultante da partilha de conhecimento, boas práticas, competências e recursos, com o objectivo de actuar localmente, nas respectivas regiões de influência, mas sem perder de vista uma perspetiva globalmente europeia, como é reforçado através do lema “Da Europa – Para a Europa”.

Segundo o politécnico apresenta em comunicado esta abordagem às regiões, surge após a “constatação de que a maioria da população europeia se concentra em cidades de pequena e média dimensão e áreas rurais circundantes”, cabendo às IES instaladas nessas regiões o papel de alavancar os ecossistemas de inovação.

O IPS destaca ainda que, “transformar as regiões em autênticos laboratórios vivos, onde se produzem soluções para problemas concretos e com verdadeiro impacto na sociedade, ao mesmo tempo que se qualificam jovens profissionais preparados para os desafios de um mundo em mudança, é o grande objectivo deste projecto”, o qual permitirá imprimir uma nova dinâmica no panorama do ensino superior europeu. E, ao longo dos próximos três anos espera-se um alargamento da dimensão geográfica das actividades de ensino e investigação a equipas internacionais.

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