Programa ZERO quer empresas do Grupo Águas de Portugal na linha da neutralidade energética

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Investimento de 370 milhões reduz consumos e aumenta produção de energias renováveis até 2030

 

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O Grupo Águas de Portugal (AdP), que integra a empresa SIMARSUL, apresentou esta quarta-feira, em Lisboa, o seu Programa de Neutralidade Energética ZERO, durante uma cerimónia que contou com as presenças do Ministro do Ambiente e da Acção Climática, João Matos Fernandes, da secretária de Estado responsável por esta pasta, Inês dos Santos Costa, para além de João Galamba, secretário de Estado Adjunto e da Energia. O programa apresentado prevê que as empresas do grupo possam atingir “a neutralidade energética” até 2030.

Assente numa estratégia “continuada de redução de consumos e de aumento da produção própria de energia 100% renovável”, o projecto implementado permitirá que o grupo se posicione como o primeiro de dimensão internacional a alcançar esta neutralidade “em todas as suas actividades nacionais e internacionais”, a nível mundial.
Com um investimento total que ronda os 370 milhões de euros, é expectável que o Programa ZERO “neutralize o equivalente a 746 GWh”, valor que corresponde ao consumo energético de 105,3% e uma neutralidade carbónica igual, envolvendo ainda o valor resultante do consumo de combustíveis.

A nível ambiental e no período apontado, o programa “permitirá eliminar cerca de 250 toneladas por ano de emissões de CO2,”, o que representa uma poupança de cerca de 5,3 milhões por ano para o país, a preços actuais.

O Programa ZERO prevê uma produção de “cerca de 708 GWh/ano”, ao abrigo dos “recursos endógenos disponíveis nas instalações das empresas do Grupo”, designadamente, com origem no biogás, eólica, hídrica e solar fotovoltaico, incluindo solar flutuante. No que respeita ao biogás, prevê-se um crescimento de mais 163,2%, em relação ao ano passado, e a instalação de 48 torres, para dar início à produção de energia de fonte eólica.

Já o aumento da produção de energia hídrica, será obtido com a instalação de 38 hídricas, estando igualmente previsto, no sector fotovoltaico, um “crescimento exponencial na produção”, com a instalação de centrais, que produzirão “um valor médio de 353 GWs”, no primeiro ano de exploração.

Por sua vez, a colocação de painéis solares flutuantes em 25 albufeiras, com a produção de energia a partir do solar representará 70% do aumento da produção total de energia prevista.

Em termos de medidas de eficiência energética, outro dos objectivo é a redução das actividades de abastecimento de água – tratamento e bombagem de água para consumo humano –, para 8,5% dos consumos actuais, estimando-se uma poupança superior a 13% no saneamento de águas residuais. De acordo com os responsáveis do grupo, o investimento estimado para as acções de eficiência energética ronda os 39,6 milhões de euros, devendo “estar concluído até ao final de 2024”.

Acrescente-se que a actividade de água “consome cerca de 60% do consumo total de energia” do Grupo AdP (410,3 GWh/ano, no ano de 2018), enquanto que o saneamento de águas residuais consome uma fatia de 40%. O programa inclui ainda acções na área das perdas de água e das afluências indevidas, que “deverão ser desenvolvidas pelas entidades gestoras dos sistemas municipais”, sublinham em comunicado, com o investimento total do Programa ZERO a ascender a 480 milhões de euros.

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