Regresso às aulas pode obrigar à multiplicação dos transportes públicos

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O trabalho de cooperação entre os municípios e as empresas de transportes públicos é considerada fundamental

 

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O modelo de funcionamento do próximo ano lectivo poderá definir o serviço de transporte público. Se o sistema educativo optar pela duplicação de horários, ou seja, por turnos, “essa duplicação implicaria a multiplicação de transportes e, naturalmente, um acréscimo de custos para as autoridades de transportes que, no actual quadro, seria dificilmente suportável”. Esta foi uma das conclusões da reunião entre a comissão da Área Metropolitana de Lisboa (AML), autoridades de transportes e comunidades intermunicipais.

No encontro, onde estiveram mais de 30 participantes em representação de 17 entidades de transportes, e que contou com a participação secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, do primeiro-secretário da AML, Carlos Humberto de Carvalho, e do presidente da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, João Carvalho, ficou ainda entendido entre todas as partes a necessidade de “cooperação e financiamento”, como  “elementos chave para o sistema de transportes públicos colectivos”.

O debate centrou-se ainda nos concursos para a contratualização de serviços de transporte público rodoviário, em curso em todo o país, e a implementação nacional de um nível de oferta de transportes públicos ajustado à expectável procura a partir de Setembro deste ano, a coincidir precisamente com a retoma, presencial das aulas. Neste caso concreto, ficou entendido que tem de ser “potenciado” o trabalho de “coordenação entre municípios, autoridades de transportes e escolas”, para “mitigar eventuais problemas”.

“Se é verdade que estamos, neste momento, muito preocupados, e com dúvidas sobre qual a melhor direcção para encontrar formas de atrair novos passageiros para os transportes públicos colectivos, não é menos verdade que temos a convicção de que é necessário continuar a garantir que a mobilidade é um direito das pessoas, e que por isso não podemos hesitar nas medidas que terão de ser tomadas”, referiu o primeiro-secretário da Área Metropolitana de Lisboa, Carlos Humberto de Carvalho, na abertura do encontro.

Relativamente aos concursos para a contratualização de serviços de transporte público rodoviário, o presidente da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, João Carvalho, defendeu que, mesmo neste contexto epidemiológico, “os processos não deverão ser atrasados, muito menos cancelados, porque não devemos acrescentar incertezas num sistema já fragilizado. Devemos, sim, reforçar os processos em curso, para alavancar o país com um sistema de transportes público vigoroso”.

Por sua vez, no encerramento da videoconferência, o secretário de Estado da Mobilidade, apontou que “vivemos num momento de grandes desafios” lembrou Eduardo Pinheiro, que o ano “estava a arrancar com dados muito animadores na área da mobilidade e transportes. Depois veio o confinamento geral e as consequências foram imediatas para todo o país, e naturalmente, também para os transportes colectivos. Mas hoje temos mais informação do que em Maio, e estamos a assistir a uma retoma gradual e sustentada dos transportes, por isso o sinal é positivo, e de confiança no sistema”.

A nova reunião entre a AML e os responsáveis pelo sector dos transportes ficou marcada para o mês de Setembro.

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