9 Março 2021, Terça-feira
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Cinco concelhos do distrito de Setúbal entram na lista da vigilância reforçada contra o Covid-19

Densidade populacional dos concelhos de Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Setúbal e Vila Franca de Xira obriga a medidas preventivas para contenção da pandemia

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O subdirector-geral da Saúde, Rui Portugal, afirmou hoje que o reforço das equipas multidisciplinares de combate ao Covid-19 “não é exclusivo” da Área Metropolitana de Lisboa e explicou que a sua ampliação permite também preparar o Outono e o Inverno.

O jornal Público noticia hoje que “o gabinete de intervenção para a supressão da Covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo elegeu mais seis concelhos onde a vigilância será reforçada”, nomeadamente em Almada, Seixal, Barreiro, Moita, Setúbal e Vila Franca de Xira (Lisboa).

A informação foi avançada ao jornal por Rui Portugal, que ainda está a acumular o cargo de responsável pelo gabinete de intervenção para a supressão da Covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo e o cargo de subdirector da Direcção-Geral da Saúde.

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Na conferência de imprensa de actualização de informação relativa à infecção pelo novo coronavírus SARS-Cov-2, Rui Portugal explicou que este reforço de equipas multidisciplinares não se restringe a Lisboa e Vale do Tejo.

“Desde Monção à ilha da Culatra há uma enorme variedade de situações relativamente ao apoio às comunidades, não é exclusivo da área metropolitana de Lisboa”, sublinhou, adiantando que “em todas as regiões há respostas equivalentes ou semelhantes”.

Relativamente ao reforço na Área Metropolitana de Lisboa, Rui Portugal lembrou que “a situação epidemiológica evoluiu” a um determinado momento.

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“Há de facto um sucesso na constituição destas equipas de uma forma formal e do grande investimento das autarquias, protecção civil, segurança social, forças de segurança e da Saúde em relação àquilo que é o esforço de contenção da interrupção das cadeias de transmissão da doença, particularmente naquelas 19 freguesias” mais afectadas pelo Covid-19.

Rui Portugal explicou que há critérios “muito claros” para a criação destas equipas, nomeadamente a densidade populacional e situações em que as condições socio-económicas possam ser mais propensas a situações de risco relativamente à pandemia.

“Ela [pandemia] é democrática, mas de facto há focos maiores nuns e noutros locais”, sublinhou, adiantando que estas equipas permitem “nesta altura, mesmo com poucos casos, preparar também o Outono e o Inverno”.

Segundo dados da Administração Regional de Saúde de Lisboa de Vale do Tejo (ARSLVT), as equipas multidisciplinares criadas no âmbito do combate ao Covid-19 na Área Metropolitana de Lisboa contactaram, entre 30 de Junho e 12 de Agosto, 9 215 pessoas nos concelhos da Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra.

As equipas multidisciplinares, formadas por profissionais da Saúde, Segurança Social, Protecção Civil/Municípios e forças de segurança têm ido ao terreno sensibilizar a população para as medidas de prevenção da doença, bem como verificar e encontrar soluções para quem necessita de apoio alimentar e realojamento, o que tem tido um impacto positivo no combate à doença, refere a ARSLVT em comunicado.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 754 mil mortos e infectou quase 21 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1 772 pessoas das 53 783 confirmadas como infectadas, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Lusa

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