“Vamos entregar hoje as chapas de matrícula na Assembleia da República, simbolizando a morte do sector”

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Movimento SOS Autocarros marcou ontem presença frente ao Estádio do Bonfim, para recolha dos materiais dos profissionais do distrito

 

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O Movimento SOS Autocarros e a Associação Rodoviária de Transportadores Pesados de Passageiros (ARP) marcaram ontem presença frente ao Estádio do Bonfim, no âmbito da iniciativa Volta a Portugal, com o objectivo de “recolher as chapas das matrículas dos proprietários de autocarros de turismo do distrito, para serem entregues hoje na Assembleia da República, numa tentativa de alertar o Governo para o facto de o sector estar prestes a morrer”, começa por explicar Amabília Costa, porta-voz do Movimento, a O Setubalense.

Parados “forçosamente” desde Março devido à propagação da Covid-19, os profissionais do sector “estão há mais de 180 dias impedidos de trabalho”, depois de terem enfrentado “um Inverno difícil, altura do ano em que há sempre menos turismo”. Por este motivo tomaram a decisão de se unir, numa tentativa “de alertar o Governo para a actual situação vivida”. “Se o Governo não nos receber, até ao final do ano mais de 70% das empresas a nível nacional deste sector não vão conseguir aguentar pois estão com quebras de facturação entre os 80% e os 100%. Avançámos com esta iniciativa, que marcou, no penúltimo dia, presença em Setúbal, com a motivação de muitos colegas, para levarmos até à Assembleia da República todas as nossas reivindicações”, explica.

Antes de chegar à cidade sadina, a iniciativa marcou presença em todas as capitais de distrito de Portugal, numa tentativa de “dar voz às mais de 200 empresas do sector”, das quais 35 se encontram no distrito de Setúbal, onde se encontram em risco “cerca de 2 500 postos de trabalho”.

Segundo explica Amabília Costa, “as medidas que o Governo tomou, principalmente as voltadas para o turismo, não se enquadram no sector, que não pertence à Confederação do Turismo de Portugal”. “Neste momento existem mais de 70 empresas com facturação nula e outras com pouca facturação em relação ao ano passado. No total só conseguimos fazer o levantamento de 90% das empresas existentes porque algumas já fecharam portas. Esperamos com esta volta de sensibilização que nos seja dada a permissão de viajar com a lotação máxima imposta pelo Governo no transporte de passageiros, tal como têm os aviões, os comboios e os autocarros urbanos, porque nós também somos um meio de transporte seguro”, frisa.

 

 

 

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