“Gosto de mexer na internet para não me sentir ultrapassado pelas gerações mais novas”

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Quase a completar 81 anos, Francisco Josué Coelho revela que não passa um dia sem estar “online” para “acompanhar as notícias do país e do mundo”

 

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As circunstâncias da vida, nomeadamente a nível do trabalho e da família, fizeram com que Francisco Josué Coelho precisasse de aprender a manusear um computador há cerca de duas décadas. Actualmente, perto de completar 81 anos, não deixa passar um dia sem se sentar à secretária e sem seguir “as notícias do país e do mundo através da internet”. Com o auxílio “dos netos e do filho mais novo”, tem conseguido integrar-se “numa sociedade cada vez mais tecnológica”, acompanhando “nos últimos anos o avançar dos tempos”.

Apesar da idade avançada, afirma que gosta de “manter este hábito para conseguir estar sempre actualizado sobre os assuntos que surgem diariamente”. Não se considera um especialista, mas diz que “nunca se é velho para se aprender quando a vontade é muita”. Segundo explica, “o necessário é ter muita força de conhecer” pois é “um processo demoroso e algo que complicado”. Quer seja sobre “economia, política ou até mesmo sobre temas mais gerais como o reino animal”, Francisco Josué Coelho revela que tem dias em que se perde no tempo e que esta nova rotina faz com que não se “sinta ultrapassado pelas gerações mais novas”, mas sim que as “consiga acompanhar”.

As dificuldades iniciais, no entanto, não o travaram de tentar saber mais, pois quem tem “experiência na vida”, referindo-se às pessoas “com mais idade”, “consegue adaptar-se às coisas novas que vão surgindo”. “Se eu souber um pouco sobre determinado assunto já não sou totalmente ignorante sobre o mesmo”, refere.

Com uma forte ligação à Igreja Maná, na qual é Pastor, é também “online” que comunica com as pessoas ligadas ao movimento religioso, trocando “ideias, opiniões e esclarecendo dúvidas através do e-mail”. “Nas igrejas os computadores surgiram quase quando foram criados e eu, na qualidade de responsável por uma Igreja, tinha de ter um e tinha de saber lidar com ele. Desde aí que acompanho muitas das coisas a nível da Igreja através do computador. Desde conversas, reuniões e vídeos, gosto de estar sempre a par das novidades”, acrescenta.

O seu primeiro computador de secretária, adquirido “há quase 20 anos”, foi comprado “também pelo fascínio da nova tecnologia”. No telemóvel, por sua vez, esclarece que não se sente confortável, “apesar de também saber mexer e ir à internet”. “O ecrã é mais pequenino e os meus olhos não ajudam muito”, explica.

As suas mais “recentes aprendizagens” foram “começar a receber as facturas no e-mail e conseguir mexer no Facebook”. “Recebo as contas, anoto-as num papel e vou pagá-las ao multibanco. Só não pago pelo computador porque ainda não o sei fazer, mas sei que também já é possível. Decidi também criar um perfil na rede social para ir acompanhando a minha família que reside noutras localidades e até mesmo no estrangeiro”.

Sabe, ainda, “usar o word e o excel”, ferramentas “que facilitam a vida moderna”. “A única coisa que não consigo fazer é proceder à sua manutenção, como, por exemplo, limpar o disco ou a memória ou instalar um antivírus, pelo que entrego essas tarefas ao meu filho”, conclui.

 

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