UNISETI: Aulas avançam com novas regras à medida de uma população de alto risco à Covid-19

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A UNISETI está preparada para mais um ano lectivo. As inscrições ainda estão a decorrer e as aulas começam em Outubro

 

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Mesmo com uma população mais sensível à Covid-19, as universidades seniores pretendem manter-se de portas abertas, é o caso da UNISETI – Universidade Sénior de Setúbal, em que as aulas começam a 1 e 7 Outubro, progressivamente, mas com novas regras. “É uma situação complicada porque esta é uma população de risco, mas que não quer ficar em casa, e muito menos em lares. São pessoas activas que pretendem conviver e aprender”, comenta Arlindo Mota, presidente da administração desta instituição.

“Introduzimos várias medidas de higienização e cumprimos as directrizes da Direcção-Geral da Saúde. Para além disso, o processo de frequência das aulas também foi adaptado”, avança o também professor, que aponta a complexidade deste sistema de adaptação uma vez que, perante os números da pandemia, “as condições estão constantemente a alterar”.

Para já, a administração da UNISETI aprovou turmas com apenas dez alunos, os restantes vão assistir a cada aula através de vídeo chamada, ou seja, síncronas. Isto num sistema rotativo para que todos os alunos tenham acesso a aulas presenciais.
“Estamos a adquirir câmaras vídeo para transmitir as aulas, e assim abranger todos os alunos”, diz Arlindo Mota.

Outra alteração é o tempo de cada aula, que passou de hora e meia para quarenta e cinco minutos, e os intervalos entre quinze e vinte minutos.
No conjunto, a UNISETI neste ano lectivo vai proporcionar aulas presenciais, mistas (presenciais e síncronas) e apenas por vídeo conferência.

Também tendo em atenção a evolução da pandemia, a Universidade Sénior de Setúbal está a considerar a possibilidade de organizar palestras, entre outras acções, em espaços que poderão ser cedidas pela Câmara Municipal de Setúbal, mas sempre com limitação de presenças. Estão também pensados eventos a decorrerem apenas online.
“A UNISETI está a cumprir 18 anos de actividade e com o sucesso de termos uma comunidade com mais de 500 pessoas. Não se pode perder esta ligação; as pessoas não podem perder a possibilidade conviverem e alargarem o sentimento de comunidade”.
Diz Arlindo Machado que as pessoas, “a nível intelectual, já estão contaminadas por este vírus. Cerca de 85% do seu pensamento diário está ocupado com a preocupação de evitar o contágio, mas também não querem fica presas em casa. Por isso, proporcionamos condições a esta comunidade que olha para a UNISETI com um sentimento de pertença, isto garantindo todas as condições de higienização e regras de distanciamento”.

Neste momento a universidade já reuniu mais de 200 inscrições, um número ainda abaixo dos 450 alunos que teve o ano passado, mas as inscrições ainda estão a decorrer. Considera o administrador este ano haverá menos alunos, até porque o número de serviços prestados diminuiu. A sua satisfação é que, todos os contactos que a UNISETI tem feito com os alunos, “75% deles dizem que querem voltar às aulas presenciais.

Universidade prepara-se para um ano de prejuízo

A dificuldade financeira é uma das mossas que a pandemia está a causar à UNISETI que, para além do necessário investimento em mais meios tecnológicos, olha para a possibilidade de ter menos alunos por ter reduzido os serviços e também porque decidiu baixar o valor das propinas. Contabiliza ainda o acréscimo de despesas com as necessárias medidas de higienização.

“Vivemos daquilo que os alunos pagam e de alguns contributos de entidades como a autarquia, e já sabemos que este ano vamos ter prejuízo”, avança o presidente do conselho de administração da Universidade Sénior de Setúbal.

Feitas as contas, a gestão concluiu que este ano a universidade ainda tem condições orçamentais para funcionar, mas se a situação epidemiológica se mantiver, ou aumentar, “não vamos conseguir suportar mais um ano”, diz Arlindo Mota. Esta é uma perspectiva negra, mas para o professor é mais do que certo que “é preciso manter a comunidade”.
O quadro do seu pensamento diz-lhe que “as dificuldades resolvem-se; só para os problemas ainda não temos resolução”. A perspectiva de Arlindo Mota não é de resignação, mas sim de resiliência.

 

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