27 Fevereiro 2021, Sábado
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Professores dispostos a pagar funeral da professora assassinada por filha e genro

Colegas admitem juntar-se para suportar despesas fúnebres de Amélia Fialho. Ontem realizou-se uma missa em memória da docente. A iniciativa foi promovida pelas amigas de um grupo da Igreja do Montijo, ao qual a vítima pertencia. Associação de pais manifesta pesar

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Quando o corpo de Amélia Fialho – a professora de 59 anos que foi assassinada no Montijo pela filha adoptiva, Diana Fialho, e pelo genro, Iuri Mata – for libertado, depois de concluídas todas as perícias de medicina legal e forenses, deverão ser os professores a suportar os custos das cerimónias fúnebres.

Os colegas da docente que leccionava Físico-Química na Escola Secundária Jorge Peixinho já se predispuseram a pagar o funeral, em virtude de a vítima não ter família chegada, apurou o SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO junto de professoras que tinham uma ligação estreita com Amélia Fialho. Os únicos familiares da vítima são uma tia de 94 anos, que reside em Vendas Novas, e primos, radicados na mesma localidade e em Galiza, Espanha.

Ontem, realizou-se ao princípio da manhã, pelas 9h00, uma missa em memória de Amélia Fialho, que era muito devota à Igreja, integrando até o grupo Sopro de Vida, pertencente ao movimento Renovamento Carismático. A cerimónia, promovida pelas amigas do referido grupo, teve lugar na Igreja Matriz do Montijo e contou com a presença da comunidade educativa em peso. Já prevista está também a realização de uma missa de corpo presente, a promover pela Escola Secundária Jorge Peixinho.

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Ainda ontem, mas ao final da tarde, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola (APEE) Secundária Jorge Peixinho publicou uma mensagem de pesar no Facebook, em memória da professora. “Sabemos que, por vezes, o destino é injusto, mas desta vez ele foi cruel. Perdemos muito mais do que um bom ser humano. Perdemos uma excelente professora, uma amiga… Perdemos o seu saber, a sua experiência, os ‘seus sábios pensamentos e ideias’ (como nos diz um aluno que [a] recorda). Perdemos! Mas o seu amor e dedicação pelo ensino, pelos animais e pela Igreja jamais será esquecido por todos nós”, pode ler-se na publicação da APEE da Jorge Peixinho, que termina a agradecer o contributo que foi dado pela vítima na educação e formação dos alunos.

 

Dinamizadora de passeios com o Japão em mente

Amélia Fialho era muito querida entre colegas e assumia-se como principal dinamizadora na organização de passeios. No início de Julho último, visitou a Argentina (Buenos Aires e Cataratas do Iguaçu) e o Brasil (Rio de Janeiro), regressando a Portugal a tempo de participar no casamento da filha, a 14 desse mês. Para o ano, apurou o SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO, Amélia Fialho tinha em mente visitar o Japão, um sonho antigo. No ano passado, viajou até à Tailândia, quando em 2016 havia rumado até à Índia. Em 2015, o destino foi Londres, numa viagem em que teve a companhia da filha.

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