Hospital do Barreiro regista decréscimo nas dádivas de sangue

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Centro hospitalar define circuito próprio para doadores de acordo com plano de contingência da doença COVID-19

 

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Num período marcado pela pandemia gerada pelo COVID-19, que exige o distanciamento social entre todos, de acordo com orientações dadas pela Direcção-Geral de Saúde, o Centro Hospitalar Barreiro Montijo (CHBM) adiantou ao O SETUBALENSE que “nos últimos dias registou-se um decréscimo no número de dádivas de sangue” no respectivo serviço daquele equipamento, garantindo que têm sido já desenvolvidas algumas acções “para colmatar esta situação”, nomeadamente, através das redes sociais do centro hospitalar para incentivar a dádiva e a angariação de novos dadores.

O alerta para esta diminuição foi feito no último dia 18 pela Federação Portuguesa dos Dadores Benévolos de Sangue (FEPODABES), no âmbito de uma informação do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), que apelou a todas as pessoas que habitualmente doam sangue, para que o continuem a fazer e que “não falhem” com o seu contributo para salvar vidas, mesmo nesta altura de contenção social. Neste âmbito, o CHBM está a apostar no “reforço no contacto com os dadores habituais do serviço, através de telefone e por carta”, tendo acrescentado que “foi definido um circuito próprio” para os doadores dentro de Serviço de Imunohemoterapia”, de acordo com o plano de contingência estabelecido, com a implementação dos requisitos da circular normativa em vigor, que foi emanada pelo mesmo instituto.

“Consideramos que, neste momento, o horário do serviço é suficiente, sendo que será ajustado de acordo com as necessidades”, adianta o CHBM, que lembra que o horário actual para a dádiva de sangue está definido para os dias úteis e para os segundos e quartos sábados de cada mês, das 9 às 12h00, com excepção do próximo mês de Abril, em que as colheitas serão efectuadas nos primeiros e terceiros sábados, dentro do mesmo horário.

Reserva de sangue assegura resposta a utentes

Ainda assim, o CHBM assegura que “tem reserva de sangue e componentes para dar resposta assistencial aos doentes de todos os grupos de sangue, a manter-se a solicitação actual”, sendo que para a sua manutenção, aquele centro hospitalar afirma que “dispomos do apoio do Centro de Sangue e Transplantação de Lisboa, como já é habitual”, recordou, em declarações ao nosso jornal.

Por seu turno, Alberto Mota, presidente da FEPODAPES, salienta em comunicado que “continuam a existir doentes e acidentados a precisar de transfusões”. No entanto os “dadores que habitam nas regiões em situação de quarentena, não devem entrar no espaço de colheita” e deverão aguardar até à data da próxima recolha para fazer a sua dádiva.

O responsável lembra que, embora saudável “é possível que um dador infectado e assintomático, pré-sintomático ou com sintomas mais leves, possa acorrer a um local de colheita pondo em risco os profissionais de saúde e outros dadores”, advertiu e recorda que o risco de transmissão do novo coronavírus, que dá origem à doença COVID-19, através do sangue “é actualmente desconhecido não havendo, porém, evidências da sua transmissão”, realça. O responsável considera que “não parece haver razões para alarme dado que até agora não foi reportado nenhum caso de transmissão de vírus respiratórios (incluindo coronavírus) por transfusão ou transplantação” e para além disso, as “medidas adoptadas para a elegibilidade dos dadores de sangue impedem a dádiva de pessoas com manifestações clínicas de infecção respiratória ou febre”. Neste âmbito, aquela federação apela a todos que “continuem mobilizados nesta causa”. A dádiva de sangue “é segura e os serviços que estão a fazer as colheitas de sangue cumprem todos os requisitos de segurança exigidos pela DGS”, esclarece.

Donativos de equipamentos de protecção individual

Entretanto, na última quarta-feira, o CHBM informou também que dispõe actualmente dos Equipamentos de Protecção Individual (EPI) necessários à prestação dos cuidados aos utentes. “Cientes da rápida evolução desta pandemia, provocada pela COVID-19, e tendo em conta que o futuro é imprevisível”, informou que aquele centro hospitalar está agora a “aceitar donativos de empresas e/ou particulares” de máscaras cirúrgicas, de Respiradores P2 e P3, luvas de nitrilo de punho alto, assim como cogulas, cobre botas, álcool a 70º e a solução alcoólica para antissepsia das mãos com teor de etanol a 70º, para além de fatos de protecção integral.

Para fazer o donativo, o CHBM afirma que ninguém se deve deslocar de imediato ao hospital, mas contactar o Serviço de Aprovisionamento através de endereço electrónico ([email protected]), responsável pela recepção de todo e qualquer equipamento. Posteriormente, os donativos “deverão ser entregues no armazém central, situado no Hospital Nossa Senhora do Rosário”, no Barreiro.

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