Montijo regista mais doze casos e Barreiro analisa as causas de novos contágios

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Fotografia de Alex Gaspar

Subidas mais acentuadas do distrito de Setúbal registaram-se no Montijo, Barreiro e Moita

 

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A região de Lisboa e Vale do Tejo registou ontem mais 294 infectados por Covid-19. Um número que representa mais de 50% dos novos casos registados no país, com 533 novos casos positivos.

No distrito de Setúbal o concelho do Montijo teve maior subida de infecções por Covid-19, seguido de Barreiro e Moita, que também voltam a registar aumentos significativos.

Durante a sessão de Câmara realizada no dia 6 de Maio, o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Rosa, afirmou estar atento à situação e recordou que desde o início da implementação do Plano Municipal Activo o executivo da autarquia deparou-se com a necessidade de termo sempre a todo o momento a fotografia mais real possível do se passava no concelho, porque havia uma grande décalage [entre dados locais e nacionais]”.

O autarca voltou a explicar que “há dois sistemas principais de registo de casos o SINAVE e o Trace COVID”, sendo este último o utilizado pelos Agrupamentos de Centro de Saúde (ACES)para registar os casos a nível local, rastreados nas Unidades de Saúde Familiar. O SINAVE é utilizado nos hospitais.

Frederico Rosa aponta que “se o Barreiro não quisesse ter casos era fácil, bastava não inserir dados no Trace COVID. Mas a opção do executivo da autarquia foi, desde o início, registar todos os casos”, porque no entender do presidente desta autarquia “situações como estas não se mascaram, enfrentam-se”.

Contudo, Frederico Rosa não nega que o Barreiro tem factores de risco que contribuem para o aumento de casos que se tem verificado. “Uma população envelhecida, a presença do Hospital [Nossa Senhora do Rosário], o terminal fluvial e ferro-rodoviário” e a “grande mobilidade de população para Lisboa”. Assim como os Transportes Colectivos do Barreiro, “que para além de transportarem milhares de passageiros todos os dias, “circulam entre dois concelhos”.

 

Distrito com mais 36 pessoas infectadas

 

Segundo o boletim de informação diária divulgado pela Direcção-Geral da Saúde o distrito de Setúbal regista mais 36 pessoas infectadas com Covid-19, alcançando um total de 862 casos confirmados.

Nos dados apresentados por concelho, em Almada o número de infectados desceu para 256 (menos 1 comparativamente ao dia de ontem), enquanto que no Seixal os casos confirmados aumentaram para 169 (mais 2). O Barreiro regista 126 pessoas infectadas. Segue-se a Moita, que viu o número de casos subir para os 89 (mais 9) e o Montijo onde se registam 71 infectados (mais 12).

Setúbal, que apresenta 64 casos positivos (mais 1) e Sesimbra com 23 casos (mais 2). Em Palmela o número de pessoas infectadas manteve-se igual a quarta-feira, com 19 casos registados. Na península Alcochete é o concelho com menos casos mantendo também o número, 16.

No litoral alentejano Santiago do Cacém tem 15 doentes confirmado, Grândola apresenta 10 casos e Alcácer do Sal tem 4.

 


Associação de Socorros Mútuos Setubalense sem casos positivos

 

Fernando Paulino, presidente da Associação de Socorrros Mutuos Setubalense (ASMS) confirmou a O SETUBALENSE que oito funcionários que se encontravam em quarentena testaram negativo para Covid-19. A situação de quarentena foi activada após o falecimento de uma utente, cujo teste à Covid-19, realizado post mortem, deu positivo.

Na passada semana Fernando Paulino referiu a O SETUBALENSE que “a utente, que se encontrava em apoio domiciliar, apresentou dificuldade respiratória grave tendo falecido a caminho do Hospital São Bernardo”. Já no hospital “foi realizado um teste à Covid-19 que deu positivo”, no entanto essa não poderia ser considerada a causa da sua morte “uma vez que apresentava várias debilitações físicas devido a Lupus”.

Quanto à via da transmissão da Covid-19, a mesma também não pode ser confirmada até ao momento.

 

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