Autarcas e municípios são rosto visível de primeira linha no combate à pandemia

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Vítor Proença. Fotografia de Alex Gaspar.

O Presidente da Câmara de Alcácer do Sal afirma que o trabalho “fantástico” que tem sido realizado justifica os resultados tão bons registados no Alentejo Litoral

 

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Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, que preside também à Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), destacou o trabalho que tem sido desenvolvido pelos autarcas no combate à pandemia.

“Os autarcas são a face visível da primeira linha da higienização e das medidas que dão estes resultados tão bons no Alentejo Litoral”, disse em entrevista a O SETUBALENSE, transmitida em directo na terça-feira passada e disponível na página que o jornal administra no Facebook.

“Muito antes do estado de emergência, foram os autarcas, os municípios, que encerraram serviços públicos e mandaram os trabalhadores para casa como medida preventiva”, lembrou, adiantando que foram os municípios que estiveram na primeira linha para comprar máscaras, porque o próprio Ministério da Saúde nem sempre tinha os equipamentos”. Mais: “Foram os municípios que conseguiram apoios sociais, que apoiaram escolas e bombeiros, que incentivaram bancos de voluntários para distribuir alimentos a pessoas mais necessitadas.” Todavia, os autarcas e os municípios “nem sempre são falados com o devido respeito que merecem, pelo trabalho fantástico que, no caso concreto do Alentejo Litoral, os cinco municípios têm desenvolvido”.
Resultado desse trabalho, indicou, está na inexistência de casos de Covid-19 no concelho.

“Há zero pessoas doentes, já há vários dias. Foram feitos quase cem testes que deram resultado negativo, e vamos entrar na fase de testes nos lares e nas creches, que até final deste mês vão estar concluídos”, frisou.

O autarca realçou as medidas de combate aos efeitos da pandemia adoptadas pela autarquia alcacerense. Recordou “a compra de equipamebtos de protecção individual, a isenção de tarifa fixa da água para a maioria dos consumidores [domésticos e não domésticos]”, além da “isenção do pagamento de rendas dos lotes industriais, que são propriedade da Câmara, às empresas” bem como “das rendas apoiadas das habitações sociais”, sem contabilizar os apoios às IPSS.

Desconfinamento gradual

Na última segunda-feira, o município iniciou o plano de desconfinamento faseado, avançando com atendimento presencial em alguns serviços.

“Uma parte significativa de funcionários regressou com recurso a jornada contínua. Há trabalhadores que entram às 6 da manhã, há administrativos e técnicos que aceitam entrar às 7 da manhã e outros entram também em jornada contínua durante a tarde. E há quem esteja em teletrabalho”, começou por vincar. E acrescentou: “Temos equipamentos que não vão abrir tão cedo, como o Posto de Turismo, o Parque de Campismo e os equipamentos desportivos. No dia 18, o Museu Municipal e a Cripta Arqueológica serão abertos, através de acesso por marcação”, anunciou.
Vítor Proença abordou também as principais festividades locais.
“A PIMEL, no último fim-de-semana de Junho, não tem quaisquer condições para se realizar. Quanto à Feira de Outubro, aprovámos as normas de participação mas nada está decidido. Não vai ser fácil a sua realização”, avançou.

Em relação à Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral, a que preside e que engloba os municípios de Alcácer, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines, o edil destacou uma das mais de cem medidas que foram tomadas.

“A aquisição de serviços pela Deloitte para criar uma plataforma de apoio às micro, pequenas e médias empresas, no domínio da fiscalidade, do apoio ao crédito, para ajudar quem tem sofrido imenso com o fecho de estabelecimentos e lojas e os trabalhadores que ficaram com salário cortado”, realçou.

Por último, instado a revelar se ponderaria convidar o ministro do Mar para almoçar um “peixinho” com a comunidade piscatória local, depois de o governante ter revogado a portaria que proibia a pesca no Estuário do Sado ao fim-de-semana, após reivindicação do município, o autarca foi peremptório: “Não sei se o ministro alguma vez estará disposto a isso, mas gostaria que as pessoas dessem a cara e tivessem ido à Carrasqueira e à Comporta enfrentar os pescadores”, concluiu.

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