Casa da Música Maestro Jorge Peixinho vai ser adjudicada por 980 mil euros

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O presidente da Câmara diz que o projecto, que engloba ainda o Jardim das Nascentes (em fase de conclusão), é único na região de Lisboa

 

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A obra da Casa da Música Maestro Jorge Peixinho, no Montijo, vai ser adjudicada por “980 mil e 545 euros” e os trabalhos podem vir a arrancar “ainda este ano”, depois de o concurso público para a empreitada ter registado “vários candidatos”.

A informação foi avançada na reunião do executivo municipal, na última quarta-feira, pelo presidente da Câmara, Nuno Canta, que adiantou a O SETUBALENSE o valor pelo qual a adjudicação “vai ser objecto de proposta” numa próxima sessão.

O socialista espera que as obras comecem “ainda durante este ano”, depois da “celebração do contrato” e da recepção “do visto do Tribunal de Contas”, sendo que este último passo “demora sempre um pouco”. Ainda assim, face “ao processo estar todo em ordem” a necessária ‘luz verde’ do referido organismo não deverá tornar-se moroso, acredita o autarca.


Apesar de se escusar a revelar o nome da empresa seleccionada para executar a empreitada, Nuno Canta deixou uma certeza: “É uma empresa muito capaz e estamos muito satisfeitos por isso, como também pela importância deste projecto cultural.”
O edifício da Casa da Música “vai contemplar no 1.° andar o Museu Jorge Peixinho”, sendo que o rés-do-chão também vai servir de espaço museológico, mas que irá funcionar como “parte expositiva”. Porém, a imagem de marca do equipamento será “o grande auditório (‘black box’) com um palco hidráulico com abertura para o exterior”, vincou.

Projecto “de sonho do PS”

O projecto engloba não só a Casa da Música como ainda o Jardim das Nascentes, na envolvente, que “está quase concluído”, e “quer uma quer outra construção é financiada em 50% pelo Portugal 2020”. O Jardim das Nascentes, de resto, representa um investimento de um milhão e 291 mil euros.

No cômputo geral, Nuno Canta considera que este é “um projecto único, do ponto de vista filosófico e dos valores ambientais, na região de Lisboa”, que vem “dignificar e engrandecer aquele corredor verde e a cidade”.

Ao mesmo tempo, o presidente da Câmara destaca a função do Jardim das Nascentes. “Funcionará também como espaço tampão ou amortecedor de cheias, já que permitirá reter as águas das chuvas, sendo fundamental para a segurança das pessoas, um exemplo de protecção civil”, aponta.

Paralelamente, lembra que a obra só é possível pelo trabalho de vários “autarcas do PS”, que travaram “lutas jurídicas” e não cederam “a pressões urbanísticas”. Um projecto, reforça, “muito interessante na história do Montijo e muito significativo para todos que sempre o defenderam”. Até porque, “houve muitos que quiseram loteamentos, escolas, para aquele local”, disse, referindo-se “aos que hoje estão na oposição”.

“Este é assim um projecto de sonho dos autarcas do PS, que nós temos a honra e o orgulho de concretizar”, faz notar, acrescentando que o mesmo já constava “no plano geral de urbanização do PS em 1978”. O projecto foi, depois, “sofrendo naturalmente alterações” até se chegar aos dias de hoje, concluiu.

Piso inferior vai ter espaço dedicado a produtor de cinema

Outra das particularidades do edifício da Casa da Música vai ser um espaço, no piso inferior, que visa destacar uma personalidade do mundo da sétima arte.
“O rés-do-chão vai ter também um espaço dedicado ao produtor cinematográfico Paulo Branco”, revelou Nuno Canta, explicando de seguida o motivo. “Porque viveu grande parte da sua vida naquela casa com os pais. O pai, Dr. Branco, era veterinário e tinha o edifício da antiga Tobom.”

O edil adiantou ainda que já havia recebido um contacto do produtor cinematográfico. “Já nos veio dar os parabéns pela recuperação da casa. Confessou que lhe custa sempre que por ali passa e avista da estrada a estrutura coberta de vegetação”, rematou.

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