Comandante Distrital de Operações de Socorro afirma que batalha contra a Covid-19 “ainda não está ganha”

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Fotografia de Alex Gaspar

DGS garante que “não há um grande surto” no distrito, mas sim “vários pequenos focos”

 

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Os relatórios de situação epidemiológica da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicam que o distrito de Setúbal cresceu mais em novos casos diários do que o distrito do Porto. Nos últimos três dias (de 22 a 25 de Maio) o número de infectados no Porto estabilizou nos 1 347, enquanto que Setúbal registou um aumento de 87 novos casos, atingindo ontem um total de 1 335.

Apesar destes números, a directora-geral da Saúde, Graças Freitas, garante que “não há um grande surto” no distrito de Setúbal e “não há um padrão de uma epidemia em curso. Há, sim, pequenos contextos, localizados, e alguns casos são casos isolados em ambiente familiar e domiciliário”.

Perante este cenário, o líder do Comando Distrital de Operações de Socorro de Setúbal (CDOS), Elísio Oliveira, alerta as populações para “não baixarem os braços e não perderem tudo o que conquistaram até agora. É essencial manter o uso de máscara e o distanciamento social, por mais difícil que este último possa ser, porque a batalha ainda não acabou, nem está ganha”, defende.

Quanto à possibilidade de a Protecção Civil estabelecer planos de contingência mais rígidos para conter a Covid-19 na região, Elísio Oliveira comenta que o dispositivo “já está no máximo, a nível distrital e local, com planos de alerta activos em todos os concelhos e todas as medidas possíveis no terreno”.

O empenho total de meios tem sido seguido também pelo presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Rosa, que garante “desde o primeiro dia do combate à Covid-19, uma resposta máxima, quer ao nível da saúde, quer da assistência operacional”, num concelho que está entre os quatro mais afectados do distrito.
Aliás, o Barreiro é o concelho da região com maior número de infectados por mil habitantes.

Para Frederico Rosa “não é nenhuma novidade que o Barreiro é um concelho de risco, devido à densidade populacional elevada, população envelhecida e, por outro lado, mantendo uma população activa com mobilidade diária para Lisboa, por questões profissionais”. Motivos que levam o autarca a afirmar que, “o rácio de crescimento Covid-19 está de acordo com o cenário projectado”.

Para já não está previsto um pla- no reforçado no concelho do Barreiro e Frederico Rosa repete o apelo já lançado pelo CDOS: “é preciso que a população cumpra a sua parte, tal como tem cumprido até agora e nos ajude a fazer o nosso trabalho, como tem ajudado até agora”.

Uma união entre sociedade civil, autarquia e Serviço Nacional de Saúde, que já permitiu “alcançar mais de 120 recuperados de Covid-19 no concelho do Barreiro”.
Almada, Seixal e Moita também com contágio elevado

Desde há duas semanas, os concelhos de Almada, Seixal, Moita e Barreiro são os que registam as subidas mais acentuadas do distrito. E nos últimos três dias, o Seixal foi o concelho que registou maior aumento de casos, com mais 27 pessoas infectadas por Covid-19, 318 no total.

Em Almada existiam ontem 352 casos, seguindo-se o Barreiro, com 203 e Moita, com 141 infectados.

Por sua vez, o Montijo estabilizou nos 116 portadores da nova pandemia, enquanto Setúbal viu o número de casos subir para 88, depois de manter 83 casos desde dia 20 de Maio.

Sesimbra conta com 32 casos e Palmela, com 27 desde dia 23 de Maio. Alcochete mantém os mesmos 23 infectados desde quarta-feira, assim como Santiago do Cacém estabilizou nos 17 casos, durante sete dias.

Os concelhos com menos infectados continuam a ser Grândola, com 11, e Alcácer do Sal, com sete. Sines continua sem casos registados.

Maria Carolina Coelho
Ana Martins Ventura
Com Lusa

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