Duas filarmónicas de luto por morte repentina de músico [actualizada]

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O funeral realiza-se esta quarta-feira, 27, no crematório de Setúbal, pelas 14h45. Antes, pelas 13h30, o corpo chegará em carro funerário a Palmela, ao Largo de S. João, onde músicos de filarmónicas de todo o País renderão homenagem

 

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As bandas da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete e da Humanitária de Palmela ficaram mais pobres. Faleceu no domingo, aos 48 anos,  o músico Jorge Nunes, flautista, que integrava as duas filarmónicas da região.

Jorge Nunes, que também dava formação quer na escola de música da Humanitária quer na da Sociedade Imparcial, foi vítima de doença súbita.

Foi na Sociedade Humanitária que iniciou os estudos musicais. Estava na Banda da Humanitária desde os oito anos.

O funeral realiza-se amanhã, 27, no crematório de Setúbal, pelas 14h45. Antes, pelas 13h30, o corpo chegará em carro funerário a Palmela, ao Largo de S. João, onde músicos de filarmónicas de todo o País renderão homenagem.

A Sociedade Filarmónica Humanitária deixou uma mensagem na página que administra no Facebook a anunciar esta “simbólica última homenagem” a Jorge Nunes.

“Quem quiser participar neste último momento de despedida ao nosso amigo Jorge, deve comparecer quarta-feira, dia 27, pelas 13h00, no Largo de São João em Palmela (está previsto o carro funerário passar às 13h30). Quem quiser e puder traga o seu instrumento para, a uma só voz, tocarmos o 2.º andamento da obra Pássaros do Brazil, Pomba Triste, uma obra que o Jorge tanto gostava e que nos deleitava com o seu maravilhoso som. Quem conseguir traga estante, molas e a partitura, muito embora haverá para quem precisar”, pode ler-se no comunicado da Humanitária.

Na publicação, a Humanitária explica a escolha pelo Largo de São João. “É muito amplo, o que nos permitirá expandir pelo espaço fazendo assim cumprir as regras de segurança e distanciamento.”

“Imediatamente antes o carro funerário irá passar pela Sociedade Filarmónica Humanitária, onde lhe será prestada uma homenagem institucional, pela sua Banda de Música”, acrescenta, deixando um apelo.

“Pedimos a todos, a especial atenção para o cumprimento das regras de segurança e distanciamento para que consigamos realizar estes dois momentos, e para evitar algum tipo de conflito. Todos os amigos que venham participar nesta última homenagem aguardem no Largo de São João, pois junto da Sociedade Filarmónica Humanitária o espaço é substancialmente mais reduzido e impossibilita o aglomerado de pessoas, não sendo possível assegurar as indicações de distanciamento existentes.”

Reconhecido no meio musical quer pela excelência artística quer pelas qualidades humanas, Jorge Nunes deu seguimento aos estudos na Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi, com o professor Fidelio Barrocas, e, mais tarde, no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, com os professores Nuno Ivo Cruz e Katharine Rawdon.

Figurou no corpo da Banda de Música da Força Aérea Portuguesa, enquanto flautista, entre 1989 e 1995. Colaborou com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e a Orquestra de Câmara de Cascais, tendo participado como convidado em gravações de trabalhos musicais com várias bandas filarmónicas um pouco por todo o País.

Além de leccionar na Humanitária e na Imparcial, foi ainda professor na Escola de Música de Monte Abraão, na Escola de Formação de Solistas do Barreiro, na Escola de Música da Casa do Povo de Lavre, na Escola de Música da S.F.P. Loureiros e na Sociedade Musical Odivalense. Leccionou também flauta transversal e Música de Câmara no Conservatório Regional de Palmela.

O SETUBALENSE apresenta as mais sentidas condolências à família enlutada bem como às duas intituições.

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