Joaquim Santos previu que Área Metropolitana de Lisboa iria ser preocupante em infecções Covid-19

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Joaquim Santos, Presidente da Câmara Municipal do Seixal

O autarca do Seixal faz contas ao número de infecções por 10 mil habitantes e mostra outra realidade em contaminados

 

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O número de infectados por Covi-19 tem vindo a registar um aumento na Área Metropolitana de Lisboa (AML) desde as duas últimas semanas, isto comparativamente com a zona norte do país onde, desde o início da pandemia, era a que mais crescia em número de casos.

Ainda entre as autoridades da saúde não havia uma afirmação desta tendência quando, na passada terça-feira, em entrevista online a O SETUBALENSE, o presidente da Câmara do Seixal chamava a atenção que algo estava a mudar entre regiões. “Dados da última semana demonstram que, na AML, a expansão do Covid-19 está a subir”, referia então Joaquim Santos.

Alertava ainda para as “precauções a ter com o desconfinamento” e, com base no número de casos por 10 mil habitantes, apontava que se no país a situação estava a estabilizar em “cerca de 30 mil infectados” pelo mesmo índice de habitantes, na AML este número estava a crescer registando-se [na altura] nos “25 infectados”.

Outro factor a que o autarca chamava a atenção era para a ‘verdade’ dos números sobre o número de infectados por concelho. Verificava-se então, como agora, que o concelho do Seixal, a seguir a Almada, era o que registava mais pessoas infectadas (267) no distrito de Setúbal. Mas Joaquim Santos chamava à leitura tendo em conta o número de habitantes por concelho e concluía que o concelho com mais casos, mais uma vez na base dos 10 mil habitantes, era o concelho do Barreiro, então com 180 casos.

Ou seja, tendo em consideração os cerca de 170 mil habitantes do concelho do Seixal, o rácio apontava para “cerca de 16 infectados por 10 mil habitantes”, enquanto no concelho do Barreiro, com 80 mil habitantes, esta mesma relação indicava “23 infectados”.
“O concelho com maior número de casos na região, relacionando com o número de habitantes é o Barreiro”, dizia reafirmando que “a análise tem de ser feita pelo número de habitantes”.

Aos números publicados ontem pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), e usando as contas de Joaquim Santos, comparando os concelhos do Seixal (318 infectados) e Barreiro (203), verifica-se que o rácio entre os dois territórios indica que na base dos 10 mil habitantes o Seixal apresenta cerca de 18 pessoas infectadas, e o Barreiro 25.
Entretanto, surgiu um dado novo por parte da DGS: o distrito de Setúbal substituiu o do Porto e passou a ser a segunda região do país com mais novos casos de Covid-19, isto reportando o período entre 13 e 21 de Maio.

Para a delegada de saúde de Almada e Seixal, Lina Toro, “há muitos e variados factores que podem ter levado a este aumento de novos casos”, afirmava a O SETUBALENSE. Ao mesmo tempo, lembrava que estamos em desconfinamento com tudo o que a situação comporta. “Por exemplo, no último domingo, algumas praias estiveram cheias de gente”, num ambiente em que era difícil observar o chamado distanciamento social.
Quanto aos concelhos abrangidos pelo seu raio de acção, afirmou que também neles “se registou um aumento, ainda que pouco significativo, de novos infectados com o vírus”, o qual “se expande de modo muito irregular” pelas zonas residenciais de ambos os concelhos.

Seja como for, na sua opinião, o desconfinamento irá alcançando novas fases, em direcção à normalidade da sociedade e dos cidadãos. “Iremos avançando com cautela e sempre respeitando as directivas da DGS”, conclui.

Humberto Lameiras
José Augusto

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