19 Janeiro 2021, Terça-feira
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GNR nega que patrulha tenha sido retirada da praia da Figueirinha por ordem do CEMA

Associações profissionais da GNR e da Polícia Marítima tinham acusado o CEMA de iingerência e “atropelos” à Constituição e à segurança pública

 

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A GNR disse esta segunda-feira que “não corresponde à verdade” que uma patrulha desta força de segurança tenha sido retirada da praia da Figueirinha, em Setúbal, no domingo, por ordem do chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA).

“Não corresponde à verdade que tenha havido qualquer alteração ao cumprimento das ações operacionais da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) previstas para o referido dia, tendo a patrulha em apreço sido realizada no horário e nos locais previstos”, refere um comunicado divulgado pela GNR.

Aquela força de segurança explicou que, no domingo, “constava do planeamento operacional” a mobilização de uma patrulha “para a zona do Parque Natural da Arrábida, incluindo a praia da Figueirinha e outras, no período compreendido entre as 09:00 e as 13:00”.

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Em causa está uma alegada ordem dada para a retirada de uma patrulha da UCC da GNR da praia da Figueirinha, em Setúbal, no domingo, depois de o CEMA, almirante António Maria Mendes Calado, que frequentava aquela praia, ter contactado “o general em comissão de serviço” para esse efeito.

A denúncia foi feita por associações profissionais da GNR e da Polícia Marítima, que acusaram o CEMA de “atropelos” à Constituição e à segurança pública e de ingerência, por ter ordenado a retirada de uma patrulha da GNR da praia que frequentava.

Em comunicado conjunto hoje divulgado, a Associação de Profissionais da Guarda (APG/GNR) e a Associação Socioprofissional da Polícia Marítima (ASSPM) “repudiam em absoluto esta atitude, que ilustra de forma lamentável o atropelo à Constituição da República, à segurança pública, e ao interesse público, perante o estado sanitário em que o país se encontra”.

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O comunicado refere também que o CEMA “deu ordens diretas ao capitão do Porto de Setúbal para enviar para o local a Polícia Marítima” com o objetivo de obrigar à retirada da patrulha da GNR.

Sobre esta questão, a GNR esclarece que “não corresponde igualmente à verdade que o comandante da UCC tenha recebido qualquer contacto sobre esta matéria, por parte do Estado-Maior da Armada ou de qualquer outra entidade, nem que tenha determinado a retirada da patrulha, a qual, insiste-se, decorreu conforme o planeamento”.

A Autoridade Marítima Nacional negou hoje que o CEMA tenha ordenado a retirada de uma patrulha da GNR da praia que frequentava no domingo.

“A acusação é falsa. (…) Não foi ele, nem sequer esteve na praia”, disse à agência Lusa fonte da Autoridade Marítima Nacional, em resposta ao comunicado divulgado por associações profissionais da GNR e da Polícia Marítima.

A mesma fonte esclareceu ainda que “o almirante CEMA não tutela diretamente a Polícia Marítima, quem tutela a Polícia Marítima é o comandante-geral da Polícia Marítima”.

Lusa

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