Hospitalização Domiciliária de Setúbal reconhecida por elevado grau de satisfação

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A funcionar há um ano, a Unidade de Hospitalização Domiciliária do Centro Hospitalar de Setúbal já acompanhou 165 doentes

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A Unidade de Hospitalização Domiciliária do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS) completa esta quinta-feira o seu primeiro ano de funcionamento. Trata-se de uma unidade criada para oferecer aos utentes um novo modelo de internamento; a Hospitalização Domiciliária, que se constitui como uma alternativa ao internamento tradicional, no conforto do lar e com o apoio directo da família.

Nesta Unidade de Hospitalização domiciliária já foram admitidos 165 doentes, sendo a grande maioria com patologia infecciosa e com necessidade de antibioterapia endovenosa, refere comunicado do CHS, que indica ainda que destes, 60% do sexo feminino, maioritariamente com idade superior a 61 anos, sendo o mais novo com 18 e o mais velho com 100 anos. “O grau de satisfação de utentes e familiares relativamente ao internamento domiciliário foi superior a 98%”.

Outro dado, indica que foram percorridos pela equipa do hospital mais de 36 mil quilómetros, numa área geográfica que abrange Setúbal, Palmela; Pinhal Novo, Quinta do Anjo, Azeitão, Quinta do Conde, Poceirão e Águas de Moura.

A Hospitalização Domiciliária “permite assistência médica e de enfermagem no domicílio, e assegura todo o tipo de cuidados, tal como no internamento hospitalar convencional”.

A equipa assistencial é composta por médicos, enfermeiros e assistente social, em articulação com os restantes serviços hospitalares.

“É um trabalho de equipa, que acontece ao longo das 24 horas do dia, 365 dias por ano, desenvolvido com um objectivo comum: o bem-estar do doente e família”, pelo que “o número e tipo de visitas diárias a efectuar são ajustados, de acordo as necessidades específicas de cada doente”.

Refere ainda o hospital que a admissão “está condicionada à verificação de critérios clínicos, sociais e geográficos definidos, para garantir a prestação de cuidados em segurança, sem compromisso da capacidade de resposta a todos os doentes”, a isto acrescenta que este sistema “é de caracter voluntario, sendo que, após proposta de internamento em Hospitalização Domiciliária, compete ao doente e à família a decisão de aceitação desta modalidade de internamento”.

A Hospitalização Domiciliária assenta na prestação de cuidados individualizados, com maior disponibilidade de equipa assistencial. É relevante que “a permanência no domicílio reduz consideravelmente o número de infecções hospitalares, o que favorece a recuperação no conforto do seu domicílio, na presença permanente da família”. Por outro lado, “existe uma maior participação do doente e familiares nos cuidados de saúde, num esforço conjunto entre equipa hospitalar e família na recuperação doente”.

A Hospitalização Domiciliária “implica a permanência em casa, sendo desejável a existência de um cuidador, com o compromisso do cumprimento das indicações dadas pela equipa de saúde”.

No momento da alta é entregue a nota correspondente, receituário, assim como a marcação de consultas e exames necessários, em estreita articulação com os Cuidados de Saúde Primários.

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