Espanhola Mercadona disposta a investir milhões para se instalar no Montijo

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Mercadona

Cadeia de supermercados procura melhor localização e vai reunir com Nuno Canta na próxima semana

 

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A atractividade do Montijo na captação de investimentos revelou-se imune aos efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus e a atestá-lo está o recente interesse manifestado por uma marca espanhola em instalar-se no concelho. A cadeia de supermercados Mercadona, com várias lojas a norte do País, pretende expandir-se para a zona de Lisboa e tem a intenção de construir um novo espaço comercial no território montijense, disse o presidente da Câmara Municipal, Nuno Canta.

O investimento “não deverá ser inferior a 10 milhões de euros”, avançou o autarca a O SETUBALENSE. A intenção foi comunicada “já após o início da fase de desconfinamento” e representa “mais um exemplo “das políticas de promoção e estratégia de afirmação bem sucedidas do território a nível regional, nacional e internacional”, que se reflectem “no interesse dos investidores” nas mais variadas áreas.
“A Mercadona escolheu o Montijo, tem estado à procura de um terreno e na próxima semana teremos uma reunião, provavelmente para se falar de questões técnicas. A intenção é uma coisa, a concretização é outra”, revelou o socialista, admitindo, no entanto, que o investimento “dificilmente fugirá” do território montijense. “Certo é que continua a existir procura internacional em investir no Montijo, mesmo numa conjuntura como a actual”, frisou. O SETUBALENSE tentou apurar mais pormenores junto da direcção de comunicação da marca espanhola em Portugal mas até ao fecho desta edição não obteve resposta.

O interesse da Mercadona no Montijo não é, porém, único entre investidores. Nuno Canta salientou ainda que, nesta fase, também está em cima da mesa a possibilidade de a cidade vir a acolher a construção de “mais uma unidade hoteleira”, lembrando que está em andamento o processo de instalação de “uma das maiores clínicas de hemodiálise de toda a região de Lisboa, com um total de 50 camas, na zona industrial do Pau Queimado”.

A revelação do chefe do executivo camarário surgiu no seguimento de uma análise às contas consolidadas de 2019 – englobam as contas da Câmara, dos SMAS e da Escola Profissional do Montijo – que vão ser discutidas na reunião de câmara desta sexta-feira e que mostram “resultados melhores dos que os do ano anterior”. O município vai apresentar um saldo de gerência referente ao exercício de 2019 na ordem dos “13,8 milhões de euros (mais 2,1 milhões face ao ano anterior)” e um resultado líquido positivo no valor de “5,5 milhões de euros que compara com os 5,3 milhões de euros de 2018”. A dívida voltou conhecer uma redução substancial.

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