Delegado Regional de Saúde diz que reabertura dos centros comerciais na Área de Lisboa é necessária

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Mário Durval afirma que é preciso voltar à vida e impulsionar a economia, mas alerta que não se pode facilitar

 

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Os centros comercias e estabelecimentos com mais de 400 metros quadrados na Área Metropolitana de Lisboa (AML), saem hoje do regime de suspensão a que estavam obrigados devido ao aparecimento de vários focos Covid-19 que, surgiram neste território, nas últimas semanas.

Para Mário Durval, Delegado Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, esta reabertura é esperada e desejada, e de riscos controlados.

O Conselho de Ministros, assim como a Direcção-Geral de Saúde, clarificam que nestes espaços da AML “aplicam-se as regras gerais vigentes para o resto do país”, sendo assim “permitidas concentrações até 20 pessoas”.

Por sua vez, António Sampaio de Mattos, presidente da Associação Portuguesa de Centros Comerciais, em declarações à imprensa, veio dizer que estas grandes superfícies estão preparadas para abrir, “garantindo todas as condições de segurança aos visitantes e colaboradores das lojas”.

E Mário Durval concorda que estes estabelecimentos “vão fazer um controlo apertado relativamente à frequência e ao uso de meios de protecção”. Aliás, acrescenta que os responsáveis destes espaços “têm estado a trabalhar com a Direcção-Geral da Saúde na preparação da reabertura”, e todos “estão conscientes” de que se as medidas de contenção da pandemia não se verificarem, “rapidamente se muda a situação”.

Bairros pobres mais expostos a contágio

Com a Grande Lisboa responsável pela concentração de 35% dos centros do país, assegurando estes cerca de 50% do emprego total do sector a nível nacional, o Delegado Regional de Saúde foca a importância de “voltarmos à vida e retomar a economia local e nacional”. O reverso da medalha é “entrarmos numa crise muito mais profunda com um regresso não previsível”.

Reforça Mário Durval que “os problemas maiores de contágio não estão relacionados com estes espaços comerciais”, e aponta que as transmissões do novo vírus “estão a acontecer mais nos bairros pobres com as pessoas a juntarem-se de maneira menos cuidada”.

Quanto à actual preocupação com a elevada percentagem de casos atribuídos à AML nos números globais, que diariamente estão a ser acrescentados ao total nacional, comenta que este território “ainda não atingiu as taxas da região norte. Ainda falta muito, embora actualmente a norte exista uma incidência mais baixa”, afirma e acrescenta que a situação “está a ser controlada”.

Ao mesmo tempo clarifica que os focos na AML estão a incidir mais em Odivelas e Amadora; portanto a Margem Sul “não está nesta primeira linha”.

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