Utentes chamam ministra Marta Temido à discussão das urgências e hospital

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As comissões de saúde do Seixal e Almada querem o reforço do SNS e resolver problemas no sector

 

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As comissões de utentes da saúde dos concelhos do Seixal e Almada enviaram à ministra da Saúde, Marta Temido, um ofício onde apontam para a “oportunidade e pertinência de dar continuidade ao diálogo interrompido com a pandemia”, com vista à resolução de todas as questões que ficaram pendentes no sector.

Os utentes querem retomar a questão da “reabertura nocturna da Urgência Pediátrica do Hospital Garcia de Orta e todas as outras ligadas a esta unidade, bem como da construção do Hospital no Seixal”, referem em comunicado. Isto acontece numa altura em que na Assembleia da República está em discussão a execução de um reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS), na tentativa de “colmatar décadas de desinvestimentos e de subfinanciamentos”.

Referem as comissões que a pandemia pelo Covid-19 veio “demonstrar que, sem um SNS forte e universal, nenhum país estará apto a enfrentar situações sanitárias desta envergadura”. A isto acrescentam que mesmo com “diversos constrangimentos materiais, técnicos e humanos, os profissionais do SNS souberam responder e estar à altura da missão que lhes foi incumbida”.

No caso concreto da construção do hospital no Seixal, dizem os utentes de saúde que se “sentiu particularmente a falta desta unidade”. E afirmam ter ficado preocupados quando tomaram conhecimento de “mais um atraso no concurso para a execução do respectivo projecto e pormenores técnicos”.

Na passada semana, o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, veio protestar por o Governo ter prorrogado o prazo do concurso para a construção deste hospital por mais 90 dias. Comentava então que era “inadmissível que mais uma vez seja adiada a construção de um equipamento que é fundamental para os cerca de 500 mil habitantes da região”.

Lembrava o autarca que “o Hospital Garcia de Orta, em Almada, que serve os munícipes do Seixal, Sesimbra e Almada, há muito que se encontra em ruptura e sem capacidade de dar resposta à população dos três concelhos”.

A isto acrescentam as comissões de utentes de saúde que “não deixa de ser preocupante e pouco tranquilizador”, este adiamento, o que “evidência a forma pouco consequente e desrespeitosa com que este projecto vem a ser pensado e abordado pelos sucessivos governos, ao longo dos últimos 11 anos, desde a assinatura do protocolo para a sua construção em 2009”.

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