PS e Bloco exigem que Governo ‘descubra’ e tome medidas sobre caso do depósito ilegal de resíduos em Vale da Rosa

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Para o deputado do PS André Pinotes têm de existir responsáveis por um depósito de resíduos com mais de 30 anos

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Os deputados PS e do Bloco de Esquerda questionaram o Governo sobre quais os procedimentos que a tutela está a tomar quanto aos resíduos depositados em Vale da Rosa, concelho de Setúbal. Querem saber ainda qual a proveniência, e se os mesmo são contaminantes dos solos.

Os grupos parlamentares questionaram ainda que sansões serão aplicadas aos responsáveis por este depósito ilegal e, no caso dos eleitos do PS pelo distrito de Setúbal, querem também ser esclarecidos sobre as diligências a tomar “caso se confirmem riscos para as populações”.

Estas interpelações ao Governo, através do Ministério do Ambiente e da Acção Climática, vêm na sequência da notícia publicada por O SETUBALENSE sobre a denuncia da associação ambientalista ZERO relativa ao depósito de “resíduos perigosos” em Vale da Rosa e que, dizem, “são escórias da Metalimex”. Perante isto, os parlamentares socialistas querem que sejam analisadas as queixas associadas à actividade desta empresa que, em 1987 “importou dezenas de milhares de toneladas de escórias de alumínios e outros materiais, provenientes da Suíça, com o objectivo de as tratar e valorizar, facto que nunca veio a ocorrer”.

Com receio que “o equilíbrio ambiental do ecossistema, bem como a qualidade de vida das populações esteja em causa”, os parlamentares do PS que exigem análises a estes resíduos, estiveram na segunda-feira no local, onde se fizeram acompanhar do vereador socialista na Câmara de Setúbal, Paulo Lopes. “Este é um dossier que está a ser acompanhado de perto e sobre o qual agiremos com rigor, exigência e sentido de responsabilidade”, afirma o vereador.

Entretanto, o deputado André Pinotes Batista, membro da Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, já veio dizer que “a rapidez de actuação do Governo, nomeadamente através da acção da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo levou à “pronta notificação da entidade bancária proprietária do terreno, bem como da Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Território”.

Inspecção esta que “em poucos dias colocou a sua equipa rápida de intervenção a recolher amostras, já submetidas aos laboratórios da especialidade, de modo a que as mesmas sejam avaliadas”.

 

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