Festival de Almada arranca amanhã com três espectáculos e duas exposições

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Cinco salas de espectáculos em Almada e uma em Lisboa. 90 sessões por 17 companhias, sendo 14 delas portuguesas

 

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A 37.ª edição do Festival de Almada começa amanhã com três espectáculos e inauguração de duas exposições. Até dia 26 de Julho vão estar em palcos de Almada e no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, 17 espectáculos, sendo 14 deles de companhias portuguesas.

É assim um festival quase 100% em português, por um lado para dar mais palco às companhias nacionais que, com as medidas obrigatórias para contenção da pandemia foram obrigadas ao cancelamento e suspensão de espectáculos e, por outro lado, por algumas companhias estrangeiras que, pela mesma razão de saúde, não puderam viajar.
Vai ser assim uma edição “histórica”, como referia Rodrigo Francisco, director artístico da Companhia de Teatro de Almada, a qual organiza o Festival, na apresentação do programa.

Na sexta-feira, às 20h00, no foyer do Teatro Municipal Joaquim Benite (TMJB), é inaugurada a exposição de Homenagem a Rui Mendes – “O actor que queria ser sinaleiro”. A seguir, abre na Galeria de Exposições do mesmo teatro a mostra “O sonho de J.” – com produção e instalação de José Manuel Castanheira.

Às 21h00, a Sala Principal do TMJB recebe a primeira estreia do Festival. “Bruscamente no Verão passado”, o texto cénico mais chocante de Tennessee Williams, com encenação de Carlos Avilez, pelo Teatro Experimental de Cascais. Um texto que descrever a atmosfera de repressão sexual, de infinita hipocrisia e de multiformes relações de poder e manipulação: a homossexualidade, a violação, a loucura e até o canibalismo
Meia hora depois, vão estar em palco mais dois espectáculos: “Mártir”, de Marius vonMayenburg, com encenação de Rodrigo Francisco, pela Companhia de Teatro de Almada, na Sala Experimental do TMJB. No Salão de Festas da Incrível Almadense vai estar “A grande emissão do mundo português”, com dramaturgia de Jorge Paulinhos e encenação de Isabel Craveiro, pelo Teatrão, de Coimbra.

Este ano sem o palco grande da Escola D. António da Costa, por questões sanitárias, o Festival de Almada, que tem como autor do cartaz o artista plástico Pedro Proença, vai manter os Colóquios na Esplanada, com actores e encenadores, apresentar o livro “O que pode ser visto”, do encenador alemão Hajo Schülere, resultante dos workshops do ano passado, e contar com a coreógrafa Madalena Victorino, para as oficinas deste ano de “O Sentido dos Mestres”.

Ao todo, é proposto ao público 90 sessões de teatro, em cinco palcos em Almada (Teatro Municipal Joaquim Benite, Fórum Municipal Romeu Correia, Incrível Almadense, Academia Almadense e Teatro-Estúdio António Assunção) e um palco em Lisboa (Centro Cultural de Belém).

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