23 Janeiro 2021, Sábado
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Setúbal exige respostas sobre ampliação do hospital

Jamila Madeira garante que projecto é urgente e não está esquecido. Dores Meira exige ao Governo datas certas para a ampliação do Hospital São Bernardo

 

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A deputada do PCP, Paula Santos questionou ontem o Governo, durante a audição da Comissão Parlamentar da Saúde, sobre quando será concretizada a ampliação do Hospital São Bernardo considerando o risco iminente de colapso deste equipamento, nomeadamente no serviço de Urgência Geral. Em resposta a secretária de Estado Ajunta e da Saúde, Jamila Madeira, afirma que no campo dos investimentos o Governo tem procurado manter um grau de normalidade e de evolução dos objectivos planeados, apesar do contexto atípico causado pela Covid-19.

A secretaria de Estado garantiu por isso que “a urgência do Hospital de São Bernardo está em cima da mesa e depende, também, da reorganização do Hospital do Outão”, afirmando que “logo que esse processo esteja concluído será possível avançar com a ampliação do São Bernardo”.

A ministra da Saúde, Marta Temido, optou pelo silêncio nas questões que envolvem o Centro Hospitalar de Setúbal, não adiantando datas para o avanço da obra.
Paula Santos recordou que este equipamento hospitalar está em risco de “fechar valências devido à falta de especialistas e equipamentos e às limitações nas instalações físicas”, exigindo, por isso, a abertura de concurso agora, e que o equipamento seja incluído em Orçamento de Estado, questionando “porque tal não aconteceu até ao momento”.

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Nuno Carvalho destacou o Centro Hospitalar de Setúbal pelo facto de servir cerca de 250 mil habitantes na península, referindo que “quando tudo falha em Setúbal, afecta outros hospitais da região como o Garcia de Orta. O social-democrata destacou ainda o serviço de obstétrica “em risco de extinção” e exige que, “aquilo que foi planeado o passado seja concretizado, para serviços essenciais não sejam encerrados”.

No mesmo dia, durante sessão de Câmara de Setúbal realizada ontem nos Paços do Concelho e que representou a primeira sessão após o desconfinamento, Maria das Dores Meira garantiu que vai exigir respostas ao Governo sobre a ampliação do Hospital São Bernardo, “cujo início estava garantido para este ano mas até agora não se iniciou nem teve respostas concretas para quando será anunciada”.

A autarca reconhece as dificuldades da Ministra da Saúde, Marta Temido, em reunir dada conjuntura actual” afirmando que por esse motivo insistir com o Secretário de Estado da Saúde, António Sales, para que avance as respostas caso “a ministra não tenha disponibilidade”.

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Hospital do Seixal também continua em espera

Na audição da Comissão Parlamentar da Saúde a deputada Paula Santos recordou que “o Governo prorrogou por mais 90 dias o concurso para a adjudicação do projecto do Hospital no Seixal”, considerando os adiamentos sobre este equipamento “lamentáveis, uma vez que já passaram dois anos desde a última promessa do Governo” e “o concurso para a construção de um equipamento de saúde com a importância deste continua por concluir”, aponta.

Neste caso a Secretária de Estado Adjunta e da Saúde também admite que admite “há atrasos”, mas há “um grande empenho da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para que os atrasos sejam recuperados”.

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