Municípios desafiam Educação a considerar pandemia nas medidas para o próximo ano lectivo

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aos agregados familiares em maioVereadores e responsáveis dos municípios querem que o Ministério da Educação dê mais apoio à comunidade educativa

O financiamento suplementar da higienização, reforço de refeições e uma plataforma de base digital para as escolas

 

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Os municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) reuniram para avaliar a especificidade da situação das escolas onde “existe, por norma, sobrecarga de alunos”, e decidiram enviar uma carta ao Ministério da Educação com “alguns dos desafios” na preparação do próximo ano lectivo. Entre estes desafios está o “financiamento das medidas de higienização suplementares” devido à pandemia.

Os 18 municípios da AML, onde estão Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, pretendem ainda que seja criada uma plataforma que auxilie professores, alunos e encarregados de educação na transição para uma fase de maior digitalização”. Estes alguns dos aspectos que vão constar da missiva a enviar ao ministro Tiago Brandão Rodrigues.

A decisão dos municípios foi tomada durante uma reunião do grupo de trabalho metropolitano da Educação por videoconferência, onde participaram vereadores e dirigentes dos municípios que integram a AML. A reunião do grupo de trabalho, coordenado pelo secretário metropolitano, João Pedro Domingues, serviu para fazer o balanço do ano lectivo 2019/20, dar a conhecer as medidas adoptadas pelos municípios no contexto pandémico e preparar o início do próximo ano.

Para a generalidade dos municípios da AML, o fornecimento de refeições escolares, o reforço de apoio social aos agregados familiares em maiores dificuldades, o empréstimo de material informático e tecnológico a alunos que dele necessitavam, o aumento de medidas de higienização e segurança, a digitalização de muitas iniciativas e a atenção redobrada às necessidades de apoio psicológico dos alunos foram “soluções encontradas para evitar que, no final do ano lectivo 2019/20, crianças e jovens se afastassem do seu percurso escolar”, concluiu-se na reunião.

A AML referiu, em nota de imprensa, que a “actuação coesa dos municípios, em estreita articulação com as escolas e famílias, foi uma peça essencial para mitigar os efeitos nefastos da pandemia”, no final de um ano lectivo “duro”.

“Espera-se também que, com o esforço de todos, e em sintonia com as indicações do Ministério de Educação, se criem as condições para que, no próximo ano lectivo, as aulas se iniciem em contexto presencial”, apontaram os municípios da AML.

Caso o ano lectivo 2020/21 tenha de funcionar de forma mista, presencial e à distância, devido à covid-19, o grande desafio do sistema educativo, na perspectiva destas autarquias, vai passar por “apetrechar salas com meios tecnológicos para que as aulas possam ser transmitidas, em tempo real, aos alunos que estão em casa e, simultaneamente, arranjar mecanismos de apoio a quem assiste às aulas à distância”.
Na reunião do grupo de trabalho metropolitano os autarcas discutiram ainda questões relacionadas com a aplicação de fundos comunitários para a educação e a situação dos transportes escolares.

Entretanto, na sexta-feira, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, anunciou que os alunos vão ter mais dias de aulas e menos dias de férias no próximo ano lectivo, no sentido de permitir que os alunos e professores tenham mais tempo para recuperar e consolidar aprendizagens, confirmando que o regresso às escolas será presencial.
Para o ano lectivo 2020/21, o Governo prevê três cenários de funcionamento das actividades lectivas, mediante a evolução da situação epidemiológica: ensino presencial, ensino misto e ensino a distância.

No entanto, a regra será o ensino presencial, sendo que os regimes misto e não-presencial só serão aplicados em situações de contingência, indicou Tiago Brandão Rodrigues.

Com Lusa

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