Comércio e Indústria continua à procura da glória que 103 anos de história já merecem

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Vítor Augusto, actual presidente do clube, tem como prioridade o regresso do clube ao Comércio e Indústria.

Oitavos-de-final na Taça de Portugal e participação na III Divisão Nacional são feitos maiores dos alvinegros

O União Futebol Comércio e Indústria (UFCI), instituição centenária, que já conta 103 anos, exibe como seu estandarte o futebol sénior, que disputa actualmente a 1ª Divisão da Associação de Futebol de Setúbal (AFS). Este plantel lutava esta época pela subida de divisão, tendo como principal objetivo alcançar o actual Campeonato de Portugal, que se passará a chamar-se III Divisão. Tais objectivos caíram por terra quando a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu dar por encerrados todos os campeonatos não-profissionais, devido ao surto pandémico do novo coronavírus. Apesar desta época ter sido dada como encerrada, não significa que os trabalhos no clube tenham parado. O planeamento da próxima temporada já está em andamento e os objectivos traçados pela nova direcção do clube, presidida por Vítor Augusto, são claros. A meta é alcançar sempre mais e melhor, apontando para uma nova luta pela subida de divisão já na próxima época desportiva.

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O UFCI apesar de nunca ter disputado a principal divisão do futebol português, carrega uma volumosa bagagem, com vários troféus conquistados e casa de lendas da cidade de Setúbal, como é o caso de José Mourinho. A Taça de Portugal nunca foi um palco de grandes festas para os alvinegros. A sua última participação nesta competição data à temporada de 1997/98, sendo que o mais longe que alcançaram neste torneio foi uma presença nos oitavos-de-final, na altura eliminados pelo Varzim Sport Club. Mas apesar da festa nunca ter sido feita na Taça, não impediu que fosse feita noutros palcos. Este histórico clube conta com dois títulos no seu palmarés, conquistados pela equipa sénior, tendo sido campeão da 2ª Divisão da AF de Setúbal na época de 2004/05, e alcançado um lugar na III Divisão nacional, hoje Campeonato de Portugal, ao vencer a 1ª Divisão da AF de Setúbal em 1977/78.

Quando foi fundado, o clube era conhecido pelo seu ecletismo, mas com o passar dos anos, as modalidades foram-se perdendo e actualmente centra-se no futebol. Mas o presidente Vítor Augusto, em entrevista a O SETUBALENSE, garante que o ecletismo faz parte do futuro do clube, afirmando ter “planos para desenvolver xadrez ou dança lúdica”. O presidente afirma ter como prioridade o regresso do atletismo, modalidade onde o Comércio e Indústria tem história, tendo já sido campeão nacional de Trail de Montanha. Para o líder desta instituição, acima de tudo é preciso serenidade e “ser realista dando passos seguros”.

O União Futebol Comércio e Indústria é um clube por onde já passaram grandes nomes do futebol português, quer seja como primeira experiência ou como última passagem. Nomes como Jaime Graça, Vaz, Rebelo ou José Mendes são notáveis que marcaram o clube de Setúbal. Personalidades mais contemporâneas como Bruno Lage também ficaram na história do clube. O antigo treinador do SL Benfica teve a sua primeira experiência enquanto treinador principal no Comércio e Indústria. O técnico português substituiu na altura o seu pai, assumindo a equipa sénior.

Quando questionado sobre o futuro da instituição, o presidente Vítor Augusto sublinha que “é preciso manter o esforço na organização do clube”. O líder alvinegro sente que para o futuro do clube ser risonho é essencial munir toda a estrutura da formação, desde os traquinas aos juniores, com equipas técnicas de qualidade.

Último clube de José Mourinho enquanto jogador

Antes de enveredar pela carreira de treinador de futebol, José Mourinho também pisou os relvados enquanto jogador. Teve a sua formação espalhada por vários clubes, e já enquanto sénior, passou por vários clubes em Portugal. Desde Vila do Conde a Belém, este outrora médio centro, na sua curta carreira, nunca ficou mais do que uma época num clube, excepto num; o União Futebol Comércio e Indústria, onde jogou por duas temporadas. Foi aqui que o melhor treinador português de sempre decidiu pôr termo à sua carreira enquanto jogador, pendurando as botas e envergando o caminho de treinador, tendo a sua primeira experiência como técnico na equipa de iniciados do Comércio e Indústria.

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