Sapadores de Setúbal integram lista das companhias mais qualificadas do país

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Combate a grande incêndio no Forte de S. Filipe é uma das primeiras notas históricas destes profissionais

 

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A Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal celebrou a 21 de Fevereiro 234 anos de operacionalidade no concelho com o seu comandante, o tenente-coronel Paulo Lamego, a destacar “um trabalho permanente e dinâmico”, desenvolvido por uma companhia que é reconhecida pela excelência e por estar “pronta para tudo”, com treino físico, técnico e tático constante.

Em 2020, o actual comandante da companhia celebra uma data de referência ao serviço dos Sapadores de Setúbal: uma década no comando, que assumiu a 2 de Dezembro de 2010. E sobre este período da história contemporânea da companhia Paulo Lamego destaca com grande satisfação “a consolidação da imagem dos sapadores, através da melhoria contínua da operacionalidade e reforço da dedicação”. Metas alcançadas devido ao “incremento da segurança e prontidão operacional da companhia” com destaque para a “condição física e componente técnica dos sapadores”.

Com uma história marcada em prol do socorro às populações, sendo essa a sua missão principal, a primeira referência a uma associação com as características que viriam a ser assumidas pelos sapadores actuais, data de 21 de Fevereiro de 1786, quando foi fundado o Serviço Municipal de Extinção de Incêndios.

Desde então, estes profissionais têm-se dedicado não só ao combate de incêndios florestais, mas também ao socorro em caso de incêndios urbanos, assistência a acidentes rodoviários e assistência em caso de catástrofes naturais, como cheias e sismos.

 

Sapadores aguardam por atenção do Governo desde a década de 1980



As dificuldades que os Sapadores enfrentam com financiamento e recursos limitados têm acompanhado a companhia de Setúbal, pelo menos, nos últimos 34 anos.

A 3 de Março de 1986, poucos dias depois da companhia ter completado 200 anos de actividade, o então comandante, Quaresma Rosa, referiu a O SETUBALENSE que “a falta de equipamentos, incluindo um parque de viaturas mais operacional” era a maior preocupação à época. Assim como as remunerações dos operacionais. Embora auferissem de “uma remuneração “acima do trabalhador normal”, era importante reconhecer que a companhia fazia muitas horas extraordinárias, “mais do que a de Vila Nova de Gaia”, por exemplo. Além dessa sobrecarga, faltava aos sapadores calçado, fardamento, extintores e viaturas. Situação que levou Quaresma Rosa a referir que a autarquia “devia inscrever obrigatoriamente no seu orçamento uma verba especial destinada aos bombeiros”. Pois, sem os recursos necessários, a acção da companhia encontrava-se comprometida face a “um sinistro de grandes proporções”.

Hoje, o orçamento dos sapadores é, em grande parte, garantido pela Câmara de Setúbal. Mas a ginástica dos recursos humanos e financeiros mantém-se tão actual como era há trinta anos.

Situação para a qual a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, alertou durante as celebrações do 234º aniversário da companhia.

“O Governo deve assumir as devidas responsabilidades em matéria de financiamento dos bombeiros profissionais, o que não tem acontecido até agora”, frisou a autarca, alertando que “as autarquias com bombeiros não podem ser penalizadas pela ausência de financiamento para assegurar o funcionamento adequado dos seus corpos de profissionais”. Motivos que levam a autarca a insistir na valorização destes profissionais e discordar da alteração da idade de reforma dos bombeiros, “dos 50 anos para o regime geral”.

Apesar das dificuldades, Maria das Dores Meira afirma que “a dimensão da população justifica o esforço camarário de ter um grupo de bombeiros altamente treinados que, todos os dias, zelam pela segurança coletiva”.

 

234 anos de socorro às populações

1722
Fundação da primeira Companhia do Fogo ou Companhia da Bomba por ordem da D. João V.

1786
É instituído em Setúbal o Serviço Municipal de Extinção de Incêndios.

1864
Primeiro regulamento dos Bombeiros Municipais de Setúbal.

1868
Intervenção no combate a um incêndio no Forte de S. Filipe.

1883
Nasce a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Setúbal.

1900
Bombeiros de Setúbal participam no concurso Internacional de Bombeiros em Vincennes, França.

1912
Concentração de todas as estações de bombeiros de Setúbal na Avenida 5 de Outubro.

1934
Assume funções o primeiro comandante militar dos bombeiros em Setúbal.

1951
Organização do Corpo de Bombeiros passa a responsabilidade de nível nacional.

1982
Dá-se uma divisão que origina a actual Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal.

2016
Celebração dos 230 anos fica marcada por iniciativa do comandante Paulo Lamego.

2017
Bombeiros Sapadores de Setúbal combatem incêndio em armazéns de enxofre da fábrica Sapec, localizada na Mitrena.

 

B.I.

Nome: Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal
Localidade: Setúbal
Data de fundação: 21 de Fevereiro de 1786, 234 anos
Principais actividades: Incêndios florestais e urbanos, acidentes rodoviários, assistência em caso de catástrofes naturais
Actual comandante: Paulo Lamego

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