Edição Especial. Moita recebe homenagem a Senhora da Boa Viagem com tradição e garantia de segurança

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Rui Garcia assume que as festas deste ano não vão ser iguais, mas cancelar não era solução. O autarca garante ainda que a Saúde Pública vai estar em primeiro lugar e apela à população para cumprir regras

 

Em ano atípico as Festas da Moita mudam o seu nome para Celebrações em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem e não vão receber feira franca nem mostra empresarial. A música passará pelas ruas da vila em carro alegórico e os toiros também, mas apenas de forma simbólica, com imagens que recordam as largadas de outros anos. Já a Praça de Touros Daniel Nascimento poderá celebrar os seus 70 anos com Luís Rouxinol e João Ribeiro Telles, mas apenas com 33% dos lugares ocupados.
Apesar das mudanças a Senhora da Boa Viagem continuará a ser rainha e padroeira, percorrendo todas as ruas numa viatura dos Bombeiros Voluntários da Moita. No cais, aos pés da vila, as centenárias e tradicionais embarcações do Tejo continuarão engalanadas, prontas para encantar quem as quiser admirar, ao longe.
As celebrações que se esperam a partir deste domingo, 13, incluem somente um conjunto de actividades “que permitem que a Moita mantenha as suas tradições, mesmo nas mais difíceis circunstâncias”, afirma Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita. Por isso, a autarquia, a comissão organizadora das festas e a paróquia da Moita, mantendo o respeito pelas normas de segurança colocadas em vigor pela Direcção-Geral da Saúde, organizaram um plano que permite fintar a Covid-19 e dar continuidade à centenária homenagem a Nossa Senhora da Boa Viagem.
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“Não vão ser de facto as festas como conhecemos e daí optarmos por não lhes chamar Festas da Moita”, refere o presidente da Câmara Municipal, Rui Garcia. E com este plano surgem as Celebrações em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem.

“Um conjunto de actividades alusivas às festas que permite ter ao concelho da Moita manter as suas tradições, mesmo nas mais difíceis circunstâncias”, defende o autarca.
Celebrações que não vão contar com a habitual feira franca ou mostra de empresas, representando por isso um orçamento “equivalente a apenas 10 a 15% daquilo que é o habitual”.

Um orçamento diminuto, uma vez que não haverá feira franca e mostra empresarial, assim como não estão incluídos concertos e mostra gastronómica. Apesar desta diferença, Rui Garcia afirma que “é certo que este ano não há receita, mas também não haverá despesa”.

 

“Cancelar não era solução”

 

Desde que o novo modelo de Celebrações em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem começou a ser debatido em sessão pública de Câmara no fim de Junho, sendo aprovado por maioria com votos a favor da CDU e PSD e votos contra dos vereadores socialistas, Rui Garcia sempre assumiu que a realização das celebrações estaria “condicionada às orientações emanadas pela Direcção-Geral de Saúde” e em consciência de que “festas como aquelas que conhecemos seriam impossíveis”, sublinhou. No entanto, sempre com a confiança de que “abandonar e cancelar tudo não é solução”. Até porque, “por todo o país”, continuava a ser demonstrado, “em múltiplas acções, que era possível realizar iniciativas cumprindo com as normas de segurança.

A decisão de avançar com a proposta foi tomada depois de o autarca ter ouvido a Comissão de Festas e a Paróquia da Moita e tendo em conta que, no decorrer dos dois meses seguintes, as celebrações poderem vir a coincidir com um período em que este tipo de eventos já pudesse ser retomado, “embora de forma condicionada”.
E é com base nestas orientações e condicionantes que o autarca continua a apelar à população “para que respeite todas as normas” de modo a que as celebrações possam decorrer de forma segura.

Rui Garcia reforça ainda outra mensagem. “Se, em algum momento, se verificar desrespeito pelas regras, todo o plano pode ser cancelado, mesmo que as celebrações já estejam a decorrer, porque a segurança da população estará sempre em primeiro lugar”.
Apesar de todas as restrições, o autarca considera que as Celebrações em Honra de Nossa da Boa Viagem representam uma questão que “é preciso afirmar nestes tempos difíceis que vivemos”.

“Não podemos resignar-nos que a pandemia nos tire mais do que aquilo que é absolutamente indispensável em função da protecção da Saúde Pública. Por isso temos de ser capazes de encontrar soluções. Nós, sociedade. Para manter as actividades, não só a actividade económica, mas as outras também, que são fundamentais para a saúde da comunidade”.

Considerações sobre “o convívio, a cultura e as tradições”, sempre tendo em conta que “estas circunstâncias exigem profundas adaptações e restrições”.

 

Restauração sem horários excepcionais

 

Sobre o funcionamento do comercio local e restauração em particular, Rui Garcia garante que “não há nenhuma alteração às regras funcionamento dos estabelecimentos comerciais. Nomeadamente no cumprimento dos horários estabelecidos, nas restrições ao consumo de bebidas alcoólicas na via pública. Nada se altera. O que é vendido e consumido é nas condições definidas na lei”.

Em declarações a O SETUBALENSE, o vereador do PSD, Luís Nascimento, responsável pela área de Desenvolvimento Económico, também confirmou que durante os dias das celebrações (de 13 a 17 de Setembro), todas as licenças de ruído atribuídas à restauração local “foram canceladas, de modo a não se proporcionarem ajuntamentos na zona ribeirinha e da Praça da Republica”.

 

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