23 Novembro 2020, Segunda-feira
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“Ser Casa Barreiro” abriga população em situação mais vulnerável

Centro Social e Paroquial Padre Abílio Mendes acolherá projecto de inclusão social

 

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Uma equipa multidisciplinar constituída por um conjunto de pessoas e instituições, encontra-se no terreno para implementar o “Ser Casa Barreiro”, um projecto que tem como objectivo a inclusão social e profissional de pessoas que estão em risco de situação de sem-abrigo ou que, neste momento, já foram identificadas como barreirenses sem tecto para viver, num investimento global para os próximos três anos superior a 286 mil euros.

Recentemente, o presidente do município, Frederico Rosa, e o Padre Luís Ferreira, do Centro Social e Paroquial Padre Abílio Mendes, assinaram um contrato de arrendamento para utilização de algumas salas daquelas instalações, que no âmbito deste projecto social, apoiado pelo Quadro Comunitário 2020, se propõem dar uma nova realidade e um futuro diferente a esta população.

Frederico Rosa, destaca a “importância do trabalho desenvolvido que irá desembocar numa candidatura de sucesso mais alargada”. Na perspectiva do autarca, o “Ser Casa Barreiro” vai ser “um sucesso”, dada a dedicação de todos os que estão envolvidos nesta realização, classificando o trabalho como “um passo importante, pois para quem sofre, vale uma vida”, destaca.

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Sara Ferreira, vereadora responsável pela área da Intervenção Social naquela Câmara Municipal, informou durante a reunião pública do passado dia 7, que a equipa “já conseguiu a integração de 47 pessoas e que, neste momento, têm a sua situação resolvida”. Dez com a sua integração em comunidade terapêutica, oito em reintegração no seio familiar, para além de 19 pessoas através de aluguer de quarto ou habitação, e mais seis, com a atribuição de uma habitação no âmbito do protocolo tripartido entre o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, IGF e a Segurança Social, tendo um habitante regressado ao seu país de origem e três saído do concelho. Ainda assim, são nove as pessoas que continuam a ser consideradas “sem tecto, ou seja, que coabitam em espaço público”, revelou.

Já o Padre Luís Ferreira mostrou-se satisfeito com a iniciativa, que se enquadra na perspectiva do centro “no apoio aos que mais necessitam” e que será coordenada por Armando Gomes, pelos gestores de caso Ana Gaspar e Isabel Santos, a par de um técnico da Cooperativa de Solidariedade Social RUMO e de um assistente familiar da mesma instituição.

Com efeito, trata-se de uma equipa que veste diariamente a mesma camisola para dinamizar aquele gabinete, com diversas actividades e que, simultaneamente, pretende “implementar um modelo de casas primeiro com duas habitações Housing First” e sempre em articulação com o Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA), resultante de um protocolo assinado no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Parque da Cidade, em Fevereiro do ano passado.

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O projecto conta com a participação da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, na sequência da Estratégia Nacional para a Integração das Pessoas em Situação de Sem-Abrigo (ENIPSSA), que se caracteriza pela concertação de esforços entre as instituições oficiais e parceiros da sociedade civil. A meta a atingir, recorde-se, consiste na “promoção das condições da autonomia e do exercício pleno da cidadania” destes habitantes.

Para além das referidas entidades, também o Centro Hospitalar Barreiro Montijo, o Comando Distrital de Setúbal da Polícia de Segurança Pública e a Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, entre outras Instituições Particulares de Solidariedade Social, estão envolvidos nesta batalha local, regional e nacional.

Coordenar encontros para atribuição de casos

A intervenção do NPISA, recorde-se, passa pela coordenação de encontros que têm por objectivo analisar cada situação e a atribuição de casos, após os diagnósticos e necessidades apresentadas, para além da conjugação e rentabilização de recursos após a articulação entre as entidades envolvidas.

Monitorizar os processos, através do controlo da execução dos planos de inserção, identificar e fazer a gestão de obstáculos, assegurar a ligação com as equipas de supervisão e avaliação externa ou a promoção de acções de sensibilização e educação da comunidade para as questões da inserção daquela população, são algumas das tarefas deste núcleo que faz parte de um grupo total de 22, nomeadamente, nos concelhos de Almada, Seixal e Setúbal.

A entrada em funcionamento no Centro Social e Paroquial Padre Abílio Mendes deste projecto, surge na mesma altura em que o Governo anunciou que pretende reforçar o combate à pobreza e exclusão destas pessoas, com o alargamento das respostas de acesso a alojamento e habitação, para além de medidas de emprego, segurança social ou justiça, no âmbito do ENIPSSA e “cujo financiamento é passível de ser enquadrado” no Instrumento de Recuperação e Resiliência (IRR).

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