30 Novembro 2020, Segunda-feira
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“Quero criar um metro de superfície a ligar o Montijo a Alcochete”

Quis avançar pelo Chega, mas resolveu lançar-se na corrida às autárquicas como independente. E na agenda traz o Desportivo do Montijo

 

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Já tem um outdoor na rua e entrou em campanha através da rede social Facebook com mensagens diárias, em vídeo, como candidato independente à presidência da Câmara Municipal do Montijo, a pensar nas autárquicas de 2021. Aos 55 anos, Manuel Fona Vieira mostra-se confiante e não faz por menos: “Vou ser o presidente com o apoio de todos os montijenses.”

Entre as várias bandeiras eleitorais que ergue, destaca três: a criação de um metro de superfície para ligar a cidade montijense ao concelho vizinho de Alcochete; a recuperação urbana e requalificação da zona ribeirinha; e o ressurgimento do Clube Desportivo do Montijo.

Mas, os projectos de Fona Vieira – que começou por se anunciar como cabeça-de-lista pelo Chega e que ainda se diz militante do partido – não se ficam por aí. A construção de “um complexo desportivo”, a criação de “uma unidade de saúde condigna” e “a remodelação das escolas” são propostas presentes na agenda do advogado, mediador de conflitos. Isto, além do desejo de transformar a Praça de Toiros Amadeu Augusto dos Santos “num coliseu multiusos, à imagem do Campo Pequeno”. Mas tanto este último como o projecto do metropolitano só poderão avançar numa parceria, que pretende fazer, com o município alcochetano, explica.

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O que o leva a candidatar-se à presidência da Câmara Municipal do Montijo?
O desejo de proporcionar melhor qualidade de vida ao Montijo e aos montijenses. Não necessito de dinheiro.

Primeiro assumiu-se como cabeça-de-lista do Chega. Mas depois veio apresentar-se como candidato independente. Qual a razão para esta mudança?
Como militante do Chega, perspectivava-se de facto que pudesse avançar pelo partido. Mas como queria avançar, não podia estar à espera de que o partido tomasse essa decisão. Até porque, o que conta neste momento para o Chega são as presidenciais. A razão foi sobretudo essa. Continuo a ser militante do Chega, mas a minha candidatura, como independente, vai avançar.

Esta candidatura independente vai abranger outros órgãos autárquicos, além da Câmara?
Antes de mais, deixe que lhe diga que na minha lista tenho dissidentes de CDS, PSD, PCP, BE e também do Chega.

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E sim. Vamos apresentar listas à Assembleia Municipal e às assembleias de freguesia. Vamos concorrer a todos ao órgãos autárquicos do Montijo. Posso adiantar que quem irá encabeçar a lista à freguesia de Sarilhos Grandes é um membro dissidente do Chega.

Sabe quantas assinaturas são necessárias para poder formalizar a sua candidatura como independente? Já iniciou o processo de recolha?
Ainda não sei. Mas penso que devemos estar a falar num universo de cerca de quatro mil assinaturas. Vamos iniciar o processo de recolha já na próxima segunda-feira.

Que propostas tem para os montijenses? Quais vão ser as bandeiras eleitorais?
Desde logo a criação de um metro de superfície a ligar o Montijo a Alcochete. A reestruturação e reconquista da baixa da cidade, que passa pela recuperação urbana, assim como da zona ribeirinha. A criação de uma unidade hospitalar condigna. A remodelação das escolas e aumento do pessoal auxiliar nas mesmas. A criação de um complexo desportivo, que orgulhe os montijenses, a construção de uma pista de atletismo no campo do Estrela Afonsoeirense e colocar piso sintético nos campos pelados. E levar a Câmara Municipal a fazer parte do Olímpico do Montijo e também a contribuir para o renascimento do Clube Desportivo do Montijo.

Quer explicar melhor o que defende para o Olímpico e como espera contribuir para o ressurgimento do Desportivo?
Queremos ajudar a desenvolver o Olímpico, apresentando e recebendo propostas, e que o clube venha a utilizar a designação de Clube Desportivo do Montijo 2021, por exemplo. O importante é recuperar o nome de Clube Desportivo do Montijo, acrescentando outra designação.

Uma das propostas que não mencionou, mas que já tornou pública no Facebook é a de transformar a Praça de Toiros do Montijo num coliseu multiusos. Como se propõe a consegui-lo?
A praça pertence à Misericórdia por doação. Mas isso não quer dizer que a Santa Casa não ceda todos os direitos da praça à Câmara Municipal por um período de 50 anos, permitindo efectuar as obras que se pretende: a transformação num coliseu multiusos, à imagem, por exemplo, do Campo Pequeno. Mas é um processo que não é fácil.

Acha que o município tem capacidade financeira para avançar com esse projecto, tal como com a construção de um metro até Alcochete?
Não podemos fazer sem a participação do município de Alcochete. Estamos a falar de projectos intermunicipais, ou seja, em conjunto com a Câmara de Alcochete. Queremos acabar com as rivalidades e criar protocolos com o município vizinho, no sentido de, em conjunto, podermos beneficiar as duas populações. Passará sempre por um acordo entre as duas autarquias.

E se não houver receptividade do município de Alcochete?
Aí não será viável. Mas no caso da mobilidade, em termos da criação de um metro de superfície penso que a necessidade é enorme e de interesse mútuo. Desde logo para facilitar o acesso ao transporte fluvial no Seixalinho. Temos de criar uma rede de transportes alargada e que, até a nível intramunicipal, consiga satisfazer as localidades mais periféricas do concelho. A operadora de transportes públicos, rodoviários e fluviais, que venha para cá tem de responder às necessidades dos montijenses, apresentando mais e melhores horários. Aqui no Montijo mandamos nós, as transportadoras vão ter de se habituar.

O que será para si um bom resultado nas autárquicas?
Ganhar! Vou ganhar as eleições com o apoio de todos os montijenses. Vamos mudar o Montijo. Pelos montijenses. O Montijo é o perfume, os montijenses a essência.

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