23 Novembro 2020, Segunda-feira
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Joaquim Santos exige que Transtejo continue a operar o cais do Seixal enquanto decorrem obras de substituição do pontão

O presidente da Câmara do Seixal quer que o ministro do Ambiente ‘force’ a Transtejo a não prejudicar os utentes do concelho

 

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O presidente da Câmara do Seixal tentou ontem ser ouvido pelo Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, em reunião com carácter de “urgência”, pela paragem do serviço da Transtejo, durante obras no cais fluvial no concelho, durante 45 dias, desde esta segunda-feira. A reunião foi solicitada na sexta-feira, mas o mais que Joaquim Santos conseguiu foi ser recebido pelo chefe de gabinete do ministro, a quem deixou um ofício onde manifesta o seu descontentamento e preocupação pela paragem deste serviço.
Nesse documento, o presidente Joaquim Santos considera que a Transtejo devia ter pensado uma “solução alternativa”, que não a paragem do serviço durante a substituição do pontão do cais fluvial do concelho. Paragem que, diz, “não ser necessária”, se fosse considerado um “cais provisório para que o serviço não fosse interrompido”.

O descontentamento do presidente da Câmara é ainda maior por a Transtejo “não ter consultado a autarquia antes de decidir o timing da obra” no cais fluvial. Certo é que a empresa responsável pela travessia no Tejo anunciou esta intervenção na quinta-feira e, no mesmo dia, Joaquim Santos veio protestar pela “ausência de comunicação prévia” do encerramento do terminal, bem como a falta de “articulação com a autarquia” para minimizar o impacto nos utentes.

Enquanto o autarca exige uma alternativa para os utentes, que não a avançada pela Transtejo de garantir um transporte rodoviário entre o Seixal e Cacilhas – com regresso – para depois atravessarem o rio, o ministro do Ambiento nega que a Câmara do Seixal desconhecia a intervenção de requalificação do cais do Seixal.

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“Com todo o respeito, o presidente da Câmara do Seixal não tem razão e a sugestão que faz não tem sentido”. Diz ainda Matos Fernandes que “durante as duas últimas semanas, a Transtejo, durante três ou quatro vezes ao dia, tentou falar” com o autarca, “mas ele nunca atendeu o telefone”. E, de alguma forma ironiza: “provavelmente, estaria reunido com especialistas”.

Matos Fernandes, que ontem estava em Vila Nova de Gaia, justificou sobre a necessidade da obra da Trastejo avançar agora para a operação no cais, por “o certificado de navegação daquele pontão expirar em Novembro e, por isso, era mesmo agora que tinha de ser. A obra começou, e durante estes 45 dias, infelizmente, não há outra forma”, afirmou quando questionado sobre as críticas do presidente da Câmara do Seixal ao timing da empreitada.

Ao lado de Joaquim Santos, está o presidente da Junta de Freguesia do Seixal, António Santos, que esteve também ontem no Ministério do Ambiente, e reitera o que diz Joaquim Santos. “Só soubemos em cima do acontecimento”. E apesar de também reconhecer, tal como o presidente da Câmara, que esta obra “é necessária”, considera que a decisão da Transtejo foi de “navegação à vista”, ao não ter previsto alternativas para a atracação dos barcos e “não prejudicar os cerca de 3 mi utentes” que, diariamente, usam este serviço. “As pessoas não vão usar o transporte rodoviário até Cacilhas e demorar uma hora para fazer um percurso de barco que demora 15 minutos”, afirma.

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Para António Santos, a decisão da Transtejo é ainda mais inaceitável quando em “período de pandemia”. E o mesmo diz António Freitas, da Comissão de Utentes dos Transportes da Margem Sul, que também se deslocou ao Ministério do Ambiente. “Temos o Governo a apelar para que existam menos contactos entre as pessoas, e depois temos a Transtejo a carregar mais pessoas para os transportes públicos, rodoviários e ferroviários”, e acrescenta: “Esperamos que o Ministério do Ambiente seja receptivo e também coloque as questões de saúde em primeiro lugar”.

Sindicatos contestam timing da obra

A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações e a União dos Sindicatos de Setúbal já exigiram a suspensão das obras no terminal do Seixal, por considerarem que houve falhas na comunicação aos trabalhadores e utentes.

Em ofício enviado ao ministro do Ambiente e da Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes, e à administração da Transtejo, os sindicalistas assumem uma posição conjunta quanto à suspensão das obras no terminal do Seixal, indicando que “os trabalhadores e utentes foram surpreendidos com o anúncio desta obra, que implica o encerramento do terminal”.

Além disso, afirmam que não houve “informação aos trabalhadores abrangidos, nomeadamente como vai ser a organização do trabalho nos próximos tempos, colocando também os utentes com a opção, de um dia para outro, de passarem a ter mais tempo de percurso nas suas viagens diárias”, avançaram as duas organizações de sindicatos.

Sem colocarem em causa a necessidade da intervenção no terminal do Seixal, afirmam que uma obra destas “não é certamente decidida de um dia para o outro”, considerando que “o anúncio em cima da data prevista denota que, no planeamento da mesma, não foi tida em conta a componente dos trabalhadores e dos utentes”.

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