18 Janeiro 2021, Segunda-feira
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Mercadona vem para Setúbal e estuda Montijo

Empresa comprou terreno com 10 mil metros quadrados no concelho sadino. E não descarta o território montijense

 

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A chegada da Mercadona à região é garantida e até pode acontecer em dose dupla. A cadeia de supermercados confirmou ontem a O SETUBALENSE que já adquiriu um terreno para se instalar em Setúbal e que está ainda a estudar a hipótese Montijo.

Certo, para já, é que a estratégia de expansão da Mercadona, a nível nacional, passa pela Península de Setúbal, com a capital do distrito a afigurar-se como porta de entrada (para não dizer a primeira) da marca na zona sul do País, garantido que está o investimento em território sadino.

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“Confirmamos que assinámos [a compra de] um terreno em Setúbal, com aproximadamente 10 mil metros quadrados, com vista à instalação de um supermercado Mercadona”, revelou fonte oficial da empresa, em resposta a O SETUBALENSE.

O futuro equipamento terá “uma área de venda com cerca de 1.900 metros quadrados”, precisou a mesma fonte, adiantando que a abertura do espaço comercial “não tem ainda data prevista”.

Fonte do Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Setúbal também confirmou que a Mercadona “adquiriu um terreno no concelho”, mas, tal como a empresa, escusou-se a indicar a localização específica.

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A aposta da cadeia de supermercados na região pode, no entanto, ser reforçada, já que o investimento em Setúbal não invalida a instalação de uma loja no concelho montijense, garantiu ainda fonte oficial da Mercadona.

“O Montijo é, actualmente, um dos vários concelhos em fase de estudo na zona centro e sul do País para possível implementação de um supermercado.” De resto, esse projecto “está ainda em fase de análise”.

“Não existe de momento qualquer negócio concreto para apresentar ou comentar, nem previsão de investimento ou datas”, afiançou a mesma fonte, sem confirmar se a empresa entregou ou não nos serviços da autarquia montijense um Pedido de Informação Prévia (PIP) com indicação de pré-contrato para compra de um terreno.

Nuno Canta admite erro perante críticas da oposição

A questão sobre o possível investimento da Mercadona no Montijo voltou a ser levantada pelo vereador Carlos Jorge de Almeida (CDU), na reunião do executivo camarário, realizada na passada quarta-feira, no Cinema Teatro Joaquim d’Almeida.

O autarca comunista já havia questionado o presidente da Câmara, Nuno Canta (PS), na penúltima sessão. O socialista respondera então que o processo estava a evoluir e que a Mercadona tinha já adquirido um terreno para se instalar junto à circular externa. Na quarta-feira, Carlos Jorge de Almeida não poupou Nuno Canta.

“Sabemos, desde há 15 dias, de fonte segura, que a Mercadona não vem para o Montijo e que até já tem concelho escolhido na Península de Setúbal para se instalar”, disse, ao mesmo tempo que solicitou ao presidente da Câmara cópia do PIP. O comunista criticou depois a postura dos socialistas no executivo. “Este vale tudo na comunicação é um traço característico desta maioria na Câmara do Montijo. Não há muito tempo, falava-se que estaria a caminho do Seixalinho, no Montijo, a Siemens, mais a Bosch, mais a Amazon, mais a Google. Na política não pode valer tudo”, recordou.

Na resposta, Nuno Canta admitiu que teve, na altura, um “entendimento errado” do processo e explicou: “Foi um erro da nossa parte. Tínhamos a percepção de que havia já a compra do terreno – e não há, segundo a Mercadona –, mas existe uma situação de pré-contrato para a compra do terreno e está a desenvolver-se um PIP [pedido de informação prévia].”

O socialista adiantou que, entretanto, já teve novas conversações com a empresa e atirou: “Pelo que nos foi dito, não retiro – como o vereador retirou de fonte segura – que [a Mercadona] não venha para o Montijo. O PIP foi colocado em nome da empresa. Acreditamos que virá para cá.”

Já o vereador João Afonso (PSD) carregou sobre o erro de Nuno Canta. “O que mais me impressiona é a trapalhada de informação prestada pelo senhor presidente”, disse. “A compra de terreno implica pagamento de IMT e fazer escritura. Não há erro possível. Não se especula sobre a compra de um terreno”, frisou. E a concluir, disparou: “Com as suas trapalhadas e falta de consistência enganou os montijenses. Pode ser um erro com falta de dolo, mas foi manifestamente com grande negligência e falta de responsabilidade. O senhor não tem consistência quando apresenta informações nesta Câmara.

Marca oferece modelo de loja eficiente para optimizar vendas aos clientes

A Mercadona explica que em Portugal opera “com o modelo de loja eficiente”, que a empresa diz estar “a implementar” em toda a sua rede. Ao mesmo tempo, caracteriza esse modelo como “um supermercado de corredores espaçosos, com uma sala de vendas de cerca de 1.900 metros quadrados, e que promove a poupança energética e uma gestão totalmente informatizada”. Isto “a par de outros elementos que pretendem optimizar a experiência de compra dos clientes”.

Face à dimensão confirmada para Setúbal, a unidade de venda ao público integrará estes moldes – como também poderá vir a verificar-se no Montijo, caso a marca decida avançar neste concelho.

A Mercadona sublinha ainda que criou “em 2016 a empresa portuguesa Irmãdona Supermercados S.A. para operar e contribuir” fiscalmente em solo luso.

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