18 Janeiro 2021, Segunda-feira
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Autarcas e utentes manifestam-se a exigir mais qualidade dos transportes públicos

Horários dos autocarros, segurança nos comboios e corte da travessia fluvial entre o Seixal e Lisboa marcaram protestos

 

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Dezenas de pessoas do concelho do Seixal manifestaram-se contra a qualidade da oferta de transportes no município. O protesto decorreu ao fim do dia da passada quinta-feira, na Estação da Fertagus no Fogueteiro, foi organizado pela Comissão Concelhia do Seixal do PCP, e contou com a presença do deputado da República Bruno Dias, do presidente da Câmara Municipal, Joaquim Santos, e do presidente da União de Freguesias do Seixal, Arrentela e Paio Pires.

Os manifestantes exigiam o “reforço imediato da oferta de transportes pela Transportes Sul do Tejo [TST] e pela Fertagus”, assim como a “reposição” da travessia fluvial pela Transtejo, mesmo enquanto decorrem as obras de reparação do cais no Seixal.

No caso da TST, as queixas vão para o tempo de espera na ligação dos autocarros com os comboios da Fertagus, “por vezes mais de uma hora”. Já no caso dos comboios, acusam a Fertagus de ter retirado bancos das carruagens, o que obriga os passageiros a viajarem de pé em “precárias condições de segurança”, situação que “piorou com a pandemia”.
Ao mesmo tempo, lembravam que os autarcas do concelho têm apresentado propostas para melhorar a resposta de transportes, mas estas acabam no fundo de uma gaveta ministerial.

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“As pessoas merecem respeito e todo o país ficará a ganhar se tivermos transportes públicos melhores e mais seguros”, começou por dizer o deputado comunista. E, referindo-se concretamente às obras que estão a decorrer na estação fluvial, que veio interromper a ligação entre o Seixal e Lisboa, Bruno Dias sublinhou “que é preciso preparar atempadamente intervenções como esta, e não decidir à última da hora”.

Lembre-se que a Transtejo e o Governo só avisaram os funcionários, os comerciantes que operam no cais e a própria autarquia do Seixal uma semana antes do início das obras. “Isto é inaceitável”, condenou o parlamentar, que logo a seguir passou a referir-se à falta de segurança dos trabalhadores dos transportes.

Depois de afirmar que os motoristas da TST merecem “condições e salários dignos, o deputado eleito pelo distrito apontou que “não se compreende que a proposta do Orçamento do Estado [OE] consagre um corte de 20% na dotação à Transtejo”. Para o comunista o OE tem de contemplar “reforço dos investimentos e reforço de pessoal”.

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Tremenda insensibilidade

Por seu lado, o também comunista presidente da Câmara do Seixal realçou que “o direito dos cidadãos à mobilidade não está a ser respeitado no Seixal”, porque as “operadoras não deram resposta ao aumento do número de passageiros, que se verificou com a introdução do passe único”.

Para Joaquim Santos é ainda “inaceitável a política de preços praticada nos parques de estacionamento da Fertagus. Por isso, a Câmara do Seixal propôs à operadora e ao Governo que fosse a autarquia a gerir o estacionamento”, proposta que, até à data, ficou sem resposta, apesar da Fertagus ter parques vazios e fechados.

Perante este impasse, a câmara pôs já à disposição dos passageiros 2 mil lugares para estacionamento, estando agora a estudar a localização de parques junto das estações do Fogueteiro e Foros de Amora.

O autarca não deixou ainda de lembrar que “em sete dias”, depois de ter sabido da interrupção do serviço da Transtejo, propôs ao “Governo uma solução para repor a funcionar o transporte fluvial, solução que aquele não encontrou em sete meses”. Essa proposta “não obteve resposta até hoje. Trata-se de uma tremenda insensibilidade”, vincou.

As condições pioraram

Também para o autarca de freguesia António Santos o “passe único foi uma mais-valia, embora as condições tenham piorado”, pois “as pessoas não se sentem seguras, sobretudo, na hora de ponta”. Problemas tem também “quem estuda ou trabalha até mais tarde em Lisboa. É que chega a esta estação e não tem transporte para casa.

Quanto às obras no terminal fluvial, o presidente da União de Freguesias reconhece que “eram necessárias”, mas a solução encontrada pela Transtejo obriga as pessoas que usam o comboio a “perdem horas nos transportes”. Por isso, defende que o Governo “devia ter estudado uma solução muito antes de as obras começarem”.

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