8 Março 2021, Segunda-feira
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TAS apresenta “Tantos Ontens” para celebrar 45 anos de actividade

Crónicas de António Lobo Antunes sobem a palco sexta-feira, às 21h00, no Teatro de Bolso

 

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O Teatro Animação de Setúbal assinala o seu 45º aniversário, celebrado a 26 de Dezembro, com “Tantos Ontens | O Mundo Como Vontade e Representação”, peça criada a partir das Crónicas de António Lobo Antunes. A estrear esta sexta-feira, dia 18, pelas 21h00, no Teatro de Bolso, a peça repete no sábado à mesma hora, no domingo às 16h00 e volta em Janeiro, de 8 a 24, com horários ainda sob consulta.

“Já tinha esta ideia há alguns anos. Fazia a recolha de crónicas de António Lobo Antunes publicadas na imprensa, além de ter lido quase tudo o que está publicado do mesmo autor. O Miguel Assis também já tinha trabalhado uma delas, com ideia de apresentar. Desta conjugação, e no contexto actual, em que impera a distância social, pensámos que os monólogos seriam o tipo de teatro mais adequado”, começa por contar Célia David, directora e actriz da companhia de teatro setubalense, a O SETUBALENSE. “Tantos Ontens” é o título de uma crónica “que nos remete para o passado. São memórias, recordações de anos e épocas mais antigas. Como o TAS completa 45 anos de existência este Dezembro, este espectáculo serve de celebração dessa memória, desse passado, que são os nossos ‘ontens’ e não são poucos”, adianta.

Naquela que é a 138ª produção do Teatro de Bolso, sobem a palco Célia David, Duarte Victor, Miguel Assis e Susana Dagaf. A escolha recaiu sobre os textos cujas personagens são “pessoas do dia-a-dia, mas com uma estrutura literária e uma abordagem de autor extraordinárias e que se adaptassem ao elenco actual do TAS”. O público, por sua vez, “poder-se-á rever nas personagens, uma vez que a peça é bastante transversal. Aqui ou ali há-de haver um reconhecimento próprio ou de alguém que se conhece ou se ouviu falar”. A companhia de teatro setubalense espera, com esta peça, trazer “diversão e distracção dos problemas, das ansiedades do momento, mais que não seja através do olhar (d)os outros”. Célia David refere ainda que “a maioria das crónicas são escritas na primeira pessoa, o próprio autor. Estas, porém, são das poucas em que isso não acontece. São mesmo personagens” e que “António Lobo Antunes é um escritor que merece ser divulgado e mais conhecido dos jovens e do grande público. Essa é igualmente a nossa missão”.

“A cultura sofre mais porque já sofria antes”

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Na adaptação aos novos tempos, o TAS junta-se ao lema difundido a nível nacional “A cultura é segura” e garante que “todas as normas da Direcção-Geral de Saúde são cumpridas. Na compra do bilhete é fornecido um toalhete desinfectante. A sala do está higienizada, o uso de máscara é obrigatório e existe a devida distância entre as cadeiras. O espaço é pequeno e a lotação fica muito limitada mas não há outra solução para já”.

A directora da companhia de teatro setubalense partilha ainda que “temos sido sempre pessoas que se adaptam, temos resistido às sucessivas crises, estamos sempre em luta. Infelizmente não sabemos o que é trabalhar com estabilidade, por uma razão ou outra”. Neste

momento, as dificuldades são transversais, apesar de considerar que existem sectores mais afectados que outros: “a cultura sofre mais porque já sofria antes. Não nos podemos esquecer que esta pandemia revelou muito do que já existia, agravando a situação dos mais carentes”.

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Apresentações em streaming levam teatro às escolas em 2021

O TAS tem realizado apresentações de alguns dos seus espectáculos em streaming, de modo a “levar o teatro às pessoas, agora que muitas não podem ou não devem sair de casa”. Em 2021, pretende usar essa mesma plataforma com as escolas. “Crianças e professores têm sido muito prejudicados com esta necessidade não satisfeita ao longo de um ano lectivo em que tiveram que criar alternativas às aulas presenciais”, explica Célia David. “É óbvia a necessidade de manter viva a arte e a cultura, aqui e em toda a parte. Em Setúbal, como em outras regiões do país, há obra feita e resultados inequívocos da importância do nosso trabalho”, continua, rematando que “são imensas as vertentes da nossa intervenção no espaço que ocupamos. Trata-se sobretudo de consciência crítica, responsabilidade e sentido ético da nossa postura na sociedade. É assim que se deve fazer arte”.

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