8 Março 2021, Segunda-feira
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Fundação Inatel procura resposta para famílias que vão ser despejadas na Caparica

A Fundação Inatel está, em articulação com a Segurança Social, a procurar uma resposta para 12 pessoas com carências económicas que vão ser despejadas do Parque de Campismo Caparica, em Almada, devido às obras de requalificação do espaço.

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Em declarações à Lusa, o presidente da Fundação Inatel, Francisco Madelino, explicou que das 320 unidades de alojamento campista existentes no parque, só faltam desocupar 11 locais.

“Do trabalho que tem vindo a ser feito com a Segurança Social, foi verificado que não têm residência ou pelo menos há dificuldade em arranjar residência fora do parque. Dessas 11 unidades, há cinco ocupadas por pessoas com rendimentos e seis unidades em que é identificada alguma carência económica”, explicou.

O Parque de Campismo Inatel Caparica, em Almada, fechou portas em 30 de novembro para obras de requalificação, tendo sido alargado até 13 de janeiro o prazo para os utentes retiraram os seus equipamentos das unidades ocupadas.

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Segundo Francisco Madelino, a Fundação Inatel tem estado a trabalhar com as pessoas e com a Segurança Social, “embora não tenha qualquer responsabilidade, porque se trata de um parque de campismo e não de residência”, de forma a encontrar uma solução num programa de inserção que seria apoiado transitoriamente.

“As pessoas não podem ficar no parque”, explicou, acrescentando que a fundação se prontifica a apoiar, “não indefinidamente, mas num período que poderá ser de seis meses”, quem está à procura de residência.

Num esclarecimento posterior, a Fundação Inatel explicou que no total ainda se encontram 17 pessoas no parque, das quais 12 têm carências económicas.

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Segundo Francisco Madelino, os residentes “vão ter de encontrar solução”, lembrando que “quando se instalaram assumiram compromissos [com o parque], incluindo aquele de que não se trata de local de habitação, havendo obrigatoriedade de sair nas condições definidas”.

As unidades de alojamento campista são os equipamentos utilizados pelo campista para acampar e que pode ser constituído por tendas, atrelados-tenda, caravanas, autocaravanas, ‘bungalows’, residenciais, casas abrigo e outras.

“As obras estão a ser feitas porque foram exigidas pela lei nacional, para garantir a segurança de todos”, frisou.

Francisco Marcelino adiantou também que vão avançar “processos de despejo” e que poderão também ser desencadeados “processos de indemnização por cada dia de obra em atraso”.

Em relação a prazos, o responsável sublinhou que, “tendo em conta o período que estamos a viver [novo confinamento] e assim que a situação do país permitir, será desencadeada essa situação [despejos]”, sublinhando que a mesma não prossegue agora porque “implica operações com pessoas que não são aconselhadas e ninguém entenderia que fossem feitas agora”.

As obras não serão inferiores a um milhão de euros. Estão a ser delimitadas em articulação direta com a Câmara e as entidades e normas reguladoras do ambiente, sendo o objetivo estarem prontas no próximo verão.

As obras dizem respeito a infraestruturas de ordenamento do espaço, linhas de distribuição das águas, redes de esgotos, redes de ataque a incêndios, recuperação de espaços comuns e implementação de um projeto turístico.

RCP // MLS / Lusa

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