8 Março 2021, Segunda-feira
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Presidenciais 2021. Candidatos percorreram península de Setúbal em acções de campanha

Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou um momento de campanha, no Barreiro, para apelar ao bom senso dos portugueses no cumprimento das regras do Estado de Emergência

 

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Com a sexta-feira e o sábado marcados por acções de campanha das Presidenciais 2021 em vários concelhos da península de Setúbal, Marcelo Rebelo de Sousa e João Ferreira  aproveitaram para deixar mensagens sobre a actualidade que o país enfrenta, no combate à Covid-19, e o futuro que o espera, com o planeamento de projectos estruturantes, como é o caso do novo aeroporto.

Em visita a instalações da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou aos portugueses para que levem o confinamento a sério e não o encarem como leve ou facultativo, evitando sobrecarregar ainda mais os serviços de saúde.

“Não é de mais apelar a todos para que não vejam este estado de emergência e este confinamento como um confinamento suave, um confinamento leve, um confinamento facultativo, um confinamento que não é para levar a sério”, afirmou o chefe de Estado e recandidato ao cargo, perante os jornalistas.

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O candidato presidencial apoiado por PSD e CDS-PP realçou que se o dever de recolhimento domiciliário que vigora desde sexta-feira não for respeitado “a primeira consequência imediata é o aumento da pressão sobre as estruturas de saúde, que ninguém deseja e que é mesmo muito indesejável”.

“A segunda consequência é alongar o confinamento”, acrescentou.

Um cenário que levou Marcelo Rebelo de Sousa a apelar para os portugueses fazerem um esforço e “levarem a sério este confinamento, como se leva a sério noutras sociedades europeias, porque ele existe porque é necessário”, insistindo que é preciso evitar “situações de stresse, de ambulâncias à espera” nos serviços de saúde.

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Questionado se considera que é o Governo que está a passar mal a mensagem ou se são as pessoas que estão a desvalorizar a situação, respondeu: “provavelmente, como em tudo na vida, são as duas coisas. Quer dizer, nós, responsáveis políticos, devemos ainda insistir mais e passar melhor a mensagem, e as pessoas devem levar a sério”.

No seu entender, não se trata de haver “excepções a mais”, o que está em causa é “as pessoas não interpretarem com latitude excessiva as excepções, não facilitarem”.

“Por exemplo, em higiénicos andarem sem máscara, isso tem acontecido em muitos casos”, apontou.

 

João Ferreira insiste na construção de novo aeroporto em Alcochete

 

Já o candidato à Presidência da República, João Ferreira, insistiu na construção do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete como a melhor opção, face ao Montijo, considerando que não pode ser uma multinacional a determinar os investimentos do país.

“Não podem ser os interesse de uma multinacional, que ficou com os aeroportos nacionais aquando da privatização da ANA, a determinar as opções de investimento neste país”, afirmou o candidato comunista numa acção para debater o futuro da península de Setúbal, que decorreu na Baixa da Banheira.

Para João Ferreira, a Vinci, concessionária francesa que agora gere os aeroportos portugueses, “não pode ser desresponsabilizada da construção de um novo aeroporto, propondo-se, em vez disso, a construção do tal apeadeiro, o terminal aeroportuário no Montijo” complementar ao aeroporto da Portela.

“Esta não é a opção de futuro que o país precisa, seja pelo horizonte de saturação desta solução, seja pela forte penalização que implica para as populações” de ambas as margens do rio Tejo, referiu o eurodeputado.

De acordo com o candidato comunista, a construção do aeroporto no Montijo “não é sequer a opção mais barata”, nem a mais segura, “bem pelo contrário” e prosseguiu: “É por tudo isto urgente travar este erro ambiental, económico, social e político”.

João Ferreira disse ainda que parecia que a solução para a de construção do novo aeroporto de Lisboa parecia ter sido “finalmente” encontrada em 2007, quando se previa que o novo aeroporto fosse “construído por fases em terrenos públicos no campo de tiro de Alcochete”.

O candidato encerrou as acções de campanha com um encontro com trabalhadores da recolha de resíduos em Palmela.

As eleições presidenciais realizam-se em plena epidemia de Covid-19 em Portugal, no próximo domingo, 24 de janeiro. Esta será a 10.ª vez que os cidadãos portugueses escolhem o chefe de Estado em democracia, desde 1976. A campanha eleitoral termina a 22 de Janeiro.

Há sete candidatos: o incumbente Marcelo Rebelo de Sousa (apoiado oficialmente por PSD e CDS-PP), a diplomata e ex-eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre), o deputado único do Chega, André Ventura, o eurodeputado e dirigente comunista, João Ferreira (PCP e “Os Verdes”), a eurodeputada e dirigente do BE, Marisa Matias, o fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o calceteiro e ex-autarca socialista Vitorino Silva (presidente do RIR – Reagir, Incluir, Reciclar).

MAD // SF
IEL // JPS
Lusa

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