28 Fevereiro 2021, Domingo
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Pandemia obriga Agrupamento de Escolas Lima de Freitas a suspender aulas presenciais em 20 turmas

No espaço de três dias duas das grandes escolas de Setúbal viram-se obrigadas a tirar turmas de aulas presenciais. O fecho das escolas ganha força

 

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O Agrupamento de Escolas Lima de Freitas, em Setúbal, deu a saber aos encarregados de educação, esta segunda-feira, que os alunos de “20 das suas 65 turmas” vão ter aulas em casa, devido à pandemia de Covid-19. Isto acontece depois de, na passada quinta-feira, pelo mesmo motivo a Escola Secundária de Sebastião da Gama, também em Setúbal, ter comunicado que os alunos dos 11.º e 12.º anos do Ensino Regular dos Cursos Científico- Humanísticos e os do ensino nocturno vão estar com as aulas presenciais suspensas até 26 de Janeiro.

Dois casos entre outros que estão a acontecer em concelhos da península, que estão a desencadear movimentações a defender a suspensão das aulas presenciais durante o Estado de Emergência decretado pelo Governo. Manifestações que vêm ao arrepio da decisão anunciada na segunda-feira pelo primeiro-ministro, António Costa, de que as escolas vão permanecer abertas.

“Estamos a atravessar um momento muito difícil no nosso agrupamento, apesar de os nossos governantes considerarem que as escolas são “bolhas” onde não se transmite o Covid-19”, refere o comunicado emitido pela direcção do Agrupamento de Escolas Lima de Freitas.

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Até à data desta comunicação, estavam “44 docentes da Lima de Freitas e 11 docentes das escolas do 1.º ciclo em casa, por motivos de isolamento ou atestado médico devido a outras circunstâncias de saúde”. Para além dos professores, são “vários os alunos de diversas turmas em condição de isolamento, sem implicar a suspensão de aulas da turma”, e também “nove funcionários ausentes”.

“Nem todos os casos são infecção Covid-19 declarada – estes são poucos -, todos os outros são situações de isolamento profiláctico, e isto acontece com docentes e alunos”, comenta o sub-director do agrupamento, João Costa.

Quanto à origem dos contágios, a primeira suspeita é que terá acontecido em “ambiente familiar”, uma vez que “o conhecimento que temos é de, apenas, três casos através da relação entre professor aluno”. É esta a informação vinda da autoridade de saúde, portanto “não é da iniciativa e responsabilidade [do agrupamento] enviar para casa alunos, professores ou funcionários”, inscreve a informação enviada para os encarregados de educação.

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A isto acrescenta o comunicado que “perante o aumento rápido de novos casos, entre professores, funcionários e alunos, tornou-se incomportável o trabalho realizado pelos docentes que continuam na escola, uma vez que têm, cada vez mais, de dar aulas presenciais, correr para casa para dar aulas online e dar feedback aos trabalhos dos alunos que estão ausentes”.

A esta circunstância, junta-se “não existirem”, neste momento, “meios técnicos suficientes para dar resposta a todas as situações”.

Todo este quadro leva o professor João Costa a afirma, como opinião pessoal, que “os alunos a partir do secundário deveriam passar a ter aulas não presenciais”, uma vez que “têm autonomia suficiente para estudar em casa”.

SPGL exige encerramento das escolas

Mas há quem vá mais longe e defenda o encerramento das escolas durante o Estado de Emergência. No mesmo dia em que António Costa afirmou a manutenção das escolas em regime presencial, foi lançada uma petição online que, na tarde de ontem, já somava mais de 5 mil subscrições, esta entre outras que estão a decorrer no Facebook. Entretanto o Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) defendia, depois de reunião ontem, também o fecho das escolas neste mesmo período de sobressalto pandémico.

“Exigimos o encerramento das escolas em todos os níveis de ensino”, afirmava a O SETUBALENSE o presidente do sindicato, José Feliciano da Costa. Uma exigência com base também em diversas situações conhecidas no distrito de Setúbal, caso “dos agrupamentos de escolas do concelho de Palmela, já com 40 turmas em casa”, e, “também escolas de concelhos como o Barreiro, Almada e Montijo com alunos em casa”, isto pelas “informações que nos fizeram chegar”.

Um dos casos apontados pelo presidente do SPGL, é o da Escola Secundária de Palmela, a qual publicou na sua página oficial no Facebook que tinha “casos Covid-19 positivos em alunos de várias turmas”, e, por “deliberação do Delegado de Saúde, ficaram em isolamento profiláctico as turmas 7.º C, 8.º B, 11.º B, 11.º E, 11.º F e 12.º GPSI_TAR”.

Na mesma informação, a directora da escola, Isabel Ramada, refere que, “além dos casos positivos, temos muitos alunos que contactaram com casos positivos e que se encontram igualmente em situação de isolamento profiláctico ou vigilância passiva”. E o mesmo acontece com “uma professora que testou positivo ao Covid19, durante o fim-de-semana”.
Também em Palmela, a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas Marateca-Poceirão, tem vindo a dar nota de casos Covid-19 positivos entre professores e alunos.

Caso na EB Joaquim de Almeida no Montijo atira turma e pais para casa

No Montijo, uma turma da Escola Básica Joaquim de Almeida e respectivos familiares com quem as crianças residem foram remetidos a confinamento, depois de terem sido notificados no último domingo da existência de um caso de Covid-19.

Uma criança testou positivo e todas as outras da turma, bem como aquelas que frequentaram as Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) com o aluno infectado, vão ficar em isolamento profiláctico durante 14 dias, a contar desde 12 de Janeiro.

Já professores e funcionários da escola, segundo a norma da Direcção-Geral da Saúde, ficam apenas sujeitos a vigilância passiva durante o mesmo período, por a sua exposição ser considerada de baixo risco, ao invés do que sucede com os colegas do aluno que testou positivo.

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